Medida pode interferir em uma possível filiação do presidente Jair Bolsonaro na legenda


O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, decidiu acatar um pedido da ala do Patriota contrária à filiação do presidente Jair Bolsonaro e afastar Adilson Barroso do comando do partido. Adilson Barroso ainda pode recorrer da decisão. 

Uma convenção nacional do Patriota decidiu, no dia 24 de junho, afastar, por 90 dias, Adilson Barroso da presidência do partido. A reunião foi convocada pelo vice-presidente da sigla, Ovasco Resende, que assume o comando de forma interina. A mudança ocorre no momento em que o presidente Jair Bolsonaro negocia a filiação à legenda para lançar sua campanha à reeleição.

A articulação de Bolsonaro para se filiar ao Patriota e ter o controle de diretórios estratégicos deflagrou um embate entre correligionários. Adilson Barroso, por exemplo, promoveu duas convenções com o objetivo de abrir caminho para a filiação do presidente da República, mas uma ala contestou a validade dos encontros, alegando que delegados da Executiva Nacional teriam sido trocados.

"Foram anuladas todas as atitudes dele (Adilson Barroso), que nós chamamos de irregulares. Estão voltando todos os delegados (afastados pelo presidente) e contrários à filiação de Bolsonaro), está afastando Adilson e Ovasco Resende assume a presidência", afirmou Jorcelino Braga, secretário-geral do Patriota.

Decisão foi assinada pelo presidente da corte, ministro Luís Roberto Barroso, a decisão foi tomada pelo ministro Edson Fachin.


Via Aliados Brasil
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