Ciclista brasileiro é forte candidato a ganhar medalha na Olimpíada de Tóquio



Líder do ranking mundial de mountain bike, o atleta fecha apoio com Santander antes de embarcar para os Jogos Olímpicos de Tóquio

Banco oferece financiamento de bikes e peças, sem limite máximo de valor, seguro de vida e acidente para ciclistas e pontos de apoio em rotas de treinamento

Ofensiva no segmento inclui o patrocínio da transmissão das principais provas de estrada e trilha, como Tour de France, Giro D’Italia e MTB Festival



O Santander anuncia nesta segunda-feira (24) sua estratégia de incentivo ao ciclismo brasileiro, tendo como representante o ciclista Henrique Avancini, líder do ranking mundial de mountain bike e um dos favoritos ao pódio nos Jogos Olímpicos de Tóquio. Avancini fará sua preparação e último período de treinos na Europa, antes de viajar ao Japão para os jogos que acontecem a partir de 23 de julho.

As ações marcam a ofensiva do Banco no apoio ao ciclismo esportivo, que inclui o patrocínio à exibição de provas nacionais e internacionais e soluções financeiras voltadas aos praticantes. Entre as novidades, estão uma linha de financiamento exclusiva para a compra de bicicletas e peças, e uma mudança de paradigma no mercado de seguros: a partir de agora, o Santander estende aos ciclistas amadores ou profissionais a cobertura de suas apólices de vida e acidentes pessoais. Além disso, casos de roubo ou furto qualificado de bikes foram incluídos nos planos de seguro residencial.

A marca estará presente na transmissão do Grand Tour de ciclismo de estrada dos canais ESPN. O circuito conta com as principais provas do esporte no mundo, como o Tour de Frande e o Giro D’Italia. No canal Bandsports, o banco veiculará anúncios nas exibições do MTB Festival, a mais importante competição de mountain bike do Brasil.

“A bicicleta está ou esteve presente na vida de quase todos nós em algum momento, e vemos recentemente um grande aumento do interesse dos brasileiros pelo seu uso para transporte, lazer e como prática esportiva”, afirma Patricia Audi, vice-presidente de Comunicação, Marketing, Relações Institucionais e Sustentabilidade do Santander Brasil. “Isso ficou claro para nós após patrocinarmos a revitalização da ciclovia da Marginal do Rio Pinheiros, por onde hoje já trafegam mais de 70 mil ciclistas a cada mês.”

Para Henrique Avancini, o crescente interesse dos brasileiros pelo ciclismo torna o momento propício para a parceria com o Santander. “Esse boom ainda não foi acompanhado por um aumento da estrutura, do apoio ou de visibilidade para quem vive do esporte, ou quer levar mais a sério os treinos. Quando um banco oferece serviços como um seguro para acidentes ou crédito para a compra de bikes competitivas, acredito que podemos levar o ciclismo para um outro patamar”, acrescenta o atleta.

Segundo a Associação Brasileira do Setor de Bicicletas (Aliança Bike), as vendas do veículo cresceram 50% em 2020 quando comparadas a 2019. O mercado de mountain bike, especialidade de Avancini, representa 85% das vendas no País. A união entre ganhos de saúde, segurança sanitária e a possibilidade de fazer uma atividade física ao ar livre são alguns dos fatores apontados para o aquecimento do setor neste período.

“O ciclismo esportivo é praticado por milhões de brasileiros de todas as regiões do País, de todas as idades e em zonas urbanas e rurais. Com o patrocínio ao Avancini e das transmissões de TV queremos amplificar o impacto e o conhecimento da modalidade no País e conversar diretamente com esse público, oferecendo produtos e serviços que realmente atendam às necessidades de quem gosta do esporte”, afirma Igor Puga, diretor de Marketing e Marca do Santander Brasil.

A partir de agora, quem contratar o seguro de vida do Banco estará protegido contra acidentes sofridos enquanto pedalam. Além disso, o seguro residencial passará a cobrir o roubo ou furto qualificado de bicicletas que estiverem nas casas dos clientes.

E para facilitar a entrada de novos praticantes e a renovação das bikes daqueles que já pedalam, o Santander ampliou o CDC Bike, um produto diferenciado que permite o financiamento de 100% do valor de bicicletas e peças a partir de R$ 2,5 mil – sem limite máximo de valor, para contemplar também os modelos competitivos – com taxa de 1,69% a.m. e pagamento em até 48 parcelas.

“Ciclistas esportivos costumam ter bicicletas de alto valor e correm riscos pedalando em trilhas e na estrada, mas faltavam produtos desenvolvidos sob medida para garantir a segurança e a tranquilidade dos atletas amadores e profissionais. Nossos novos seguros e a linha de financiamento vêm para ocupar esse espaço e abrir novas possibilidades para os praticantes”, disse Marcelo Labuto, diretor de Pessoa Física do Santander Brasil.



CICLOVIA DO PINHEIROS

O Santander atua ativamente no segmento desde o ano passado, quando patrocinou a revitalização da ciclovia do rio Pinheiros, em São Paulo, reinaugurada em agosto daquele ano pelo Governo de São Paulo após passar por renovações no asfalto, vegetação e segurança. Em dezembro, o Banco inaugurou a Parada Santander, uma estação de apoio e conveniência para os cerca de 70 mil ciclistas que frequentam a rota todos os meses.

Sucesso de público, a Parada Santander, localizada próxima à Estação Vila Olímpia, proporciona um local para reparos de equipamentos, carregadores de celular e espaço de descanso. O modelo será replicado em outros pontos do País, com novos formatos e serviços. No espaço patrocinado pelo Banco, os visitantes têm um atendimento gratuito com orientações básicas, além de reparos e higienização das bicicletas, carregadores de celulares e vapor d'água para as pessoas se refrescarem. O ambiente ainda tem um contêiner com diversos serviços ao ciclistas, um deles é o Light FIT, que é um atendimento diário e gratuito no qual o usuário recebe orientações de comportamento do uso e passeio da bicicleta, além de reparos básicos e higienização.



PARCERIA STRAVA

Para conectar ciclismo esportivo, e-sports e tecnologia, o Santander disponibilizará um benefício exclusivo para clientes junto ao app Strava, ampliando de um para dois meses o acesso gratuito, a partir de hoje. O Strava é um aplicativo de monitoramento de atividades físicas por GPS com integrações a redes sociais como Instagram, Facebook e Twitter.

Referência para praticantes de exercícios físicos, o Strava é amplamente adotado por milhões de ciclistas de todo o mundo, que se conectam em rede. O aplicativo permite que os usuários se convidem para disputas em circuitos pré-definidos. A parceria com o banco prevê que o próprio atleta lance desafios na plataforma: o “Avancini 102km, por Santander” convidará pessoas em qualquer lugar do mundo a pedalar a mesma distância que o tornou campeão mundial na Mountain Bike Maratona em 2018,em Auronzo di Cadore, na Itália.



PATROCÍNIOS NA TV

O Santander também anunciou a aquisição de cota de patrocínio da transmissão dos principais quatro Grand Tours do ciclismo mundial: Giro D’Italia (8/5 a 30/5), Tour de Suisse (6/6 a 13/6), Tour de France (26/6 a 18/7) e Vuelta a España (14/8 a 5/9), que serão transmitidos nos canais ESPN.

No canal Bandsports, também com patrocínio Santander, será televisionado o tradicional MTB Festival, evento nacional de Mountain Bike que esse ano acontecerá em Mariporã (SP), de 05 a 07 de novembro. O MTB Festival deve contar com mais de 4.500 atletas, disputando três títulos brasileiros simultâneos, divididos nas categorias de XCM Elite Pró Brasileiro; XCM Sport; DH Brasileiro e XCO/UCI Brasileiro.



Sobre Henrique Avancini

Henrique Avancini, 32, chega nas Olimpíadas como o líder do ranking mundial de ciclismo de mountain bike. Sua trajetória é vitoriosa: ganhou títulos nacionais em todas as categorias existentes, é detentor dos principais recordes do ciclismo brasileiro e se consagrou com a conquista do campeonato mundial MTB XCM em 2018, na Itália. Em outubro de 2020, foi campeão da Copa do Mundo de XCO, disputada na República Tcheca, vitória que o levou ao topo do ranking da categoria.

Seu pai era dono de uma oficina de conserto de bikes e foi quem construir a primeira bicicleta para o filho, a partir de sucatas. Após ser campeão em todas as categorias brasileiras de MTB, Avancini foi para Europa, onde se estabeleceu como um dos principais ciclistas de mountain bike em atividade.



Sobre o Santander Brasil

O Santander Brasil iniciou suas atividades no País em 1982 e, entre fusões e aquisições de mais de 70 bancos, criou estruturas competitivas de Atacado e Varejo. É parte do Grupo Santander, maior banco da zona do euro em valor de mercado, com presença relevante em 10 países-chave da Europa e da América. Única instituição financeira internacional com forte presença no Brasil, conta com mais de 44,8 mil funcionários, mais de 3,5 mil agências e Postos de Atendimento Bancários (PABs), aproximadamente 36,5 mil terminais de autoatendimento, além de escritórios regionais para atender a mais de 28,4 milhões de clientes ativos. Eleito o banco mais sustentável do ano pelo Guia Exame Melhores do ESG em 2021, o Santander Brasil busca promover, cada vez mais, negócios inclusivos e ambientalmente responsáveis.



Entrevista com o ciclista Henrique Avancini e Santander

1 – Como é a sua rotina de treinos?

R: O Mountain Bike é um esporte com muita variedade de situações diferentes, de competições e a preparação segue o mesmo conceito. É difícil pensarmos em rotina no Mountain Bike, os treinos são diários, às vezes com sessão única, às vezes com 4 seções. Mas também são importantes os períodos de descanso antes de entrar em uma rotina seguida de treinos.

2 - Além do treino natural com a bike, você pratica alguma outra modalidade física que possa te ajudar? Por exemplo, musculação, yoga...

R: O meu treinamento é composto por algumas sessões de corrida a pé; muitas sessões de treinos de força, como musculação; treinamentos de respiração; exercícios mentais cognitivos de reação e visualização; além da parte de recuperação e preparação motora, que são exercícios para o desenvolvimento biomecânico.

3 - Onde são realizados os treinos nesse período em que ainda está no Brasil, antes da viagem?

R: No período em que fico no Brasil faço minha preparação quase integralmente na cidade de Petrópolis (RJ), onde tenho algumas facilidades de preparação. Utilizo a estrutura física da equipe Henrique Avancini Racing e os meus percursos de treinamento.

4 - Como é a rotina de alimentação, principalmente nesse período pré-Olimpíadas? Tem trabalho com nutricionista?

R: Sim, tenho acompanhamento com nutricionista e um consultor nutricional. Nós fazemos uma alimentação variada de acordo com cada momento do treinamento e no período de pré-competição isso também é alterado.

5 - Devido às restrições de viagens (brasileiros barrados por causa da pandemia da Covid-19), você deixou de competir em algumas etapas. O que isso prejudica? Como foi a readaptação do planejamento para os Jogos Olímpicos?

R: Esse começo de temporada foi mesmo um período difícil para mim. Principalmente porque demoramos muito a traçar um plano de preparação, tentamos viajar e fazer algumas competições e sempre tivemos que alterar esse planejamento. Isso acabou quebrando qualquer estratégia e fiquei com a pré-temporada comprometida. Mas agora me vejo em uma situação melhor, ainda num tempo bom para pensar e preparar a segunda parte do ano, que obviamente inclui os jogos olímpicos.

6 – Como tem lidado com a expectativa de medalha, principalmente após vencer a Internazionali d'Italia, onde bateu o atual medalhista de ouro?

R: Os jogos olímpicos sempre vêm carregados de uma expectativa externa enorme. As pessoas esperam pelo melhor resultado possível, mas é importante entender que na cabeça do atleta essa expectativa é algo anterior, que vem de forma permanente. O processo olímpico é longo e é importante você competir em alto nível durante todo o período e competições que antecedem. Mas Olimpíadas são sim deferentes, existe uma carga maior de análise mais detalhada do público e da mídia, um acompanhamento mais próximo. Tudo isso pode trazer coisas positivas e negativas, o importante é o atleta saber gerar isso para que traga motivação.

7 – O que faz nas horas livres até para aliviar um pouco a expectativa e responsabilidade em representar o Brasil nas Olimpíadas?

R: Eu gosto muito de música e de passar o tempo com a minha filha. Também procuro me dedicar a outros projetos, que na grande maioria das vezes são relacionados à bicicleta, mas não diretamente a mim. Tenho meu projeto social que é o Pedaling for a Reason; tenho a minha equipe, a Henrique Avancini Racing. Gosto de me dedicar a essas aventuras como uma forma de sempre manter a energia e a produtividade altas. É também uma forma de me manter realizado independente da minha performance esportiva.

8 – Sabemos da ligação com a bicicleta desde a infância, a partir do seu pai, que também foi ciclista e tinha uma oficina de bikes. Sua família sempre apoiou a decisão em se tornar um ciclista profissional? Como foi quando decidiu trancar a faculdade de direito para se dedicar exclusivamente ao esporte?

R: Eu tive uma criação muito pautada na instrução. Meus pais sempre me instruíram e apoiaram minhas decisões. Esse processo de se tornar um atleta profissional é muito longo, incerto e uma estrada cheia de percalços e altos e baixos. Sempre contei muito com o incentivo do meu pai no apoio da minha paixão, mas em relação a apoiar isso como um trabalho ou fonte de renda, sempre foi difícil para todos nós. Naquela época, o esporte não era desenvolvido suficientemente para que eu pudesse sonhar isso. Então tem sido uma jornada extensa e intensa, de crescimento pessoal e, sobretudo de desenvolvimento da modalidade como todo. Mas essa é a grande realização da minha carreira, enxergar hoje o esporte que amo tanto crescendo e ver também minha carreira crescer de forma proporcional.

9 – Além do suíço Nino Schurter, quem ou quais são os principais adversários pela disputada da medalha de ouro?

R: O Nino Shurter é o atual campeão olímpico e atleta mais experiente, é um dos maiores da história da modalidade. Além dele, temos uma geração de atletas um pouco mais jovem. O Mathieu van der Poel é o favorito da mídia; o inglês Tom Pidcock é um talento jovem e muito capaz; temos também os franceses Victor Coretszky e o Jordan Sarrou, que é o atual campeão mundial. Diria que esses são os nomes que chamarão a atenção nos jogos e podem estar no pódio.



10 – Você se considera no melhor momento da carreira?

R: Eu não gosto de me rotular e quero acreditar que minha melhor versão ainda é algo a ser descoberto. Claro que até aqui é o momento mais expressivo, ainda me sinto com a possibilidade de crescimento, desde que eu trabalhe da forma correta. Mas penso que ainda posso melhorar, unindo a minha experiência e ao mesmo tempo a explosão de um atleta ainda jovem.

11 – Como será sua rotina no Japão, até a estreia nas Olimpíadas?

R: Nós mudamos toda nossa programação para os jogos recentemente, devido às restrições severas no Japão. Vários países cancelaram o protocolo de preparação local por conta disso. Farei minha preparação final na Europa, em um local que já conheço. Viajo para o Japão uma semana antes da prova para já me aclimatar na Vila Olímpica. E essa rotina de treinos é mais simples até que em relação à Copa do Mundo, você tem menos estrutura física para trabalhar e com menos pessoas, então acaba sendo uma rotina simples, de no máximo três sessões diárias e sem esquecer da recuperação física.

12 – Sabemos que muitas bikes, peças e acessórios continuam sendo importadas ao Brasil, acredita que com mais incentivo temos condições, também, em nos tornarmos cada vez mais produtores e ampliar o aspecto empreendedor ligado ao universo do ciclismo urbano e esportivo?

R: Acredito que sim. O mercado da bicicleta no Brasil é aquecido e a indústria e o comércio têm números significativos no nosso País. Vejo como um reflexo natural a capacitação e o aumento de peças no Brasil, desde ocorra o incentivo para isso.

13 – Você pode nos contar sobrea iniciativa do projeto AVA, em que consiste?

R: Em 2015, eu tornei um sonho em realidade, que era a criação de uma equipe de atletas de auto rendimento. Meu objetivo inicial era dar a possibilidade à atletas jovens e que tinham demonstrado um potencial a se desenvolverem para o auto rendimento. Eu sei que esse último estágio de um atleta jovem para se tornar um atleta de elite demanda muita coisa, muito tempo e muito estudo. Então meu intuito sempre foi compartilhar estrutura, conhecimento e incentivo para esses jovens, para que pudessem se desenvolver de forma sólida. O projeto cresceu e foi ampliado em relação ao apoio aos atletas, estrutura física, recursos humanos e hoje temos a Henrique Avancini Racing, que hoje é a equipe referência do nosso País, em uma operação que não fica distante das equipes globais do Mountain Bike.

14 – Como vê atualmente o ciclismo no Brasil? Há uma nova geração de atletas?

R: Há uma nova geração de atletas no Brasil e a própria competição interna vem aumentando, e isso contribui muito para o crescimento de todos. A disputa interna precisa ter qualidade para quando chegarmos lá fora estarmos capacitados para todos os ambientes de disputa. Temos visto isso acontecer aos poucos com mais equipes e mais atletas vivendo profissionalmente.


15 – Qual é a importância para um atleta, seja iniciante ou olímpico, em ter patrocínios de marcas dispostas a investir na modalidade, como o Santander?

R: Se nós avaliarmos o atleta como uma função laboral, eu diria que é difícil encontrar um outro trabalho em que a continuidade seja tão importante. Falamos de uma escolha e estilo de vida completamente instável pelos desafios da natureza do esporte. Por isso é importante de alguma forma ter uma espécie de segurança e propósito comum em saber que uma marca caminha na mesma direção que você almeja. É uma garantia de que a sua dedicação é compartilhada por alguma instituição, isso dá uma força ao propósito do atleta muito mais profunda. Acho que é algo que faz sentido para as duas partes, atletas e marcas, pois compartilham valores em comum.
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