A educação escolar indígena foi tema do debate virtual realizado pela deputada professora Therezinha Ruiz (PSDB), marcando a passagem do Dia do Índio, nessa segunda-feira (19). Dentre as questões debatidas, destaca-se a necessidade de ampliação das escolas e de melhoria das condições de trabalho e de estudo nas unidades de ensino, que somam apenas 30, em um Estado que detém a maior população indígena do País, com 120 mil indígenas de 72 etnias, segundo a Fundação Nacional do Índio (Funai).

O debate conduzido pela deputada Therezinha Ruiz contou com a presença dos professores Alcilei Vale Neto e Emilson Frota de Lima, da cacica Alvanira Soares e do secretário especial de Saúde Indígena, Robson da Silva.

No Amazonas, são cerca de 70 mil estudantes indígenas, cuja política de educação diferenciada está sob a responsabilidade do Ministério da Educação (MEC) e do Governo do Estado.

Ex-presidente do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena, o professor Emilson Frota de Lima, do povo Mundurucu, de Borba (distante 151 km de Manaus em linha reta), defendeu a necessidade de transformar em Lei o decreto de criação do Conselho, a fim de efetivar a sua existência, e garantir atribuições como a normatização das diretrizes estaduais da educação escolar indígena no Amazonas.

Nesse sentido, a deputada Therezinha Ruiz afirmou que já vem trabalhando uma alternativa para assegurar em Lei a efetivação do Conselho de Educação Escolar do Estado, através da interlocução com professores e lideranças indígenas.

Emilson Frota de Lima apontou ainda como desafio, o reconhecimento dos direitos dos povos indígenas à educação, por parte dos governos e defendeu a ampliação do número de escolas, bem como a melhoria das condições das unidades, que segundo ele, se encontram em estado precário de funcionamento.

Já a cacica geral Alvanira Soares, que atua no Instituto Maku-Itá, destacou a luta para garantir a educação escolar, a partir da preservar da língua e da cultura dos povos indígenas de Novo Airão (115 km), que finalmente foram resgatadas em uma publicação.

Atuante na sua função de cacica, Alvanira Soares disse que o Instituto Maku-Itá levou saúde a Novo Airão e, em parceria com o Cetam, conseguiu realizar atividades de artesanato e cursos profissionalizantes diferenciados para os indígenas, que se formaram técnicos de enfermagem.



Vacinação


Durante o debate, o secretário especial de saúde indígena, Robson da Silva, afirmou que em vários distritos, 90% dos indígenas já receberam a vacina contra a Covid-19. No Amazonas, o secretário apontou dificuldades na campanha de imunização devido ao período chuvoso.

A deputada Therezinha Ruiz aproveitou para defender mais uma vez a vacinação, principalmente dos professores indígenas. “Sabemos das dificuldades neste tempo de chuvas e de enchente dos rios, para se chegar às escolas das comunidades rurais, mas é preciso cumprir as metas de vacinação contra a Covid-19 e outras doenças que surgem nesse período”, frisou a parlamentar.

Via Assessoria de Imprensa 
Em tempos de "censura" com o jornalismo independente precisamos da ajuda do nosso leitor para nos manter online. Agora você pode apoiar o Amazon Presse através do PIX: 32.688.550/0001-31. Colabore!
Postagem Anterior Próxima Postagem