O deputado estadual Sinésio Campos (PT) instituiu, nesta terça-feira (20), na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), uma Comissão Especial (CE), com o objetivo de debater e encaminhar providências necessárias objetivando a formulação de diretrizes para a política de implementação do processo produtivo e de manejo sustentável do Babaçu no âmbito do Estado do Amazonas.

Sinésio explicou que a árvore de babaçu pode atingir de 10 a 30 metros de altura e suas grandes folhas arqueadas podem chegar a oito metros de comprimento. Cada palmeira pode apresentar de três a cinco longos cachos de flores amareladas. O pico de florescimento acontece entre janeiro e abril e os frutos amadurecem entre agosto e dezembro. Cada cacho, por sua vez, pode produzir de 300 a 500 cocos. A casca do fruto é resistente e, no seu interior, há de 3 a 5 amêndoas que têm valor comercial por ser a principal matéria-prima para a produção do óleo de coco do babaçu.

O principal fim das amêndoas é a produção de óleo de coco do babaçu. Ele é amplamente utilizado na indústria cosmética, alimentícia, de sabões, detergentes, lubrificantes, entre outras, e na alimentação das comunidades da região do Cerrado e transição com a Amazônia. Seu óleo possui alto índice de saponificação, o maior dos óleos vegetais de uso industrial, e baixa concentração de iodo. O endocarpo é usado para fazer um carvão de alto potencial calorífico”, explicou o deputado.

Campos recebeu em seu gabinete o prefeito de Boa Vista do Ramos (distante 271 km de Manaus em linha reta), Eraldo CB (PSC), e o vice-prefeito, Júnior Andrade Rodrigues (PL), que se declararam esperançosos com a iniciativa do deputado que irá realizar uma Audiência Pública de sua autoria juntamente com a Prefeitura do município e Câmara de vereadores para debater o manejo sustentável do babaçu na região, marcada para o dia 27 de agosto em Boa Vista dos Ramos.

“Só temos a agradecer ao deputado Sinésio. O projeto vai gerar emprego e renda, dar oportunidade às famílias e levar dignidade aos produtores da região do Médio e Baixo Amazonas”, disse o vice-prefeito Júnior Andrade.

Ainda em seu gabinete, Sinésio Campos também recebeu a comitiva do município de Barreirinha (331 km) que contou com a presença do prefeito Glenio Seixas (MDB) e do vice-prefeito Ridson Barbosa (PP) e 7 vereadores da Câmara Municipal que entregaram ao deputado um levantamento que mostra o grande potencial do município de Barreirinha para o processo produtivo e de manejo sustentável do Babaçu na localidade.

“O município de Barreirinha é muito rico com um quantitativo de 10 milhões de árvores adultas de babaçu. Parabenizamos o deputado Sinésio Campos pela instalação dessa Comissão Especial tão importante. O Amazonas tem um grande potencial para gerar emprego e renda e nós do município de Barreirinha, queremos trabalhar de forma conjunta com essa Comissão Especial da qual fazemos parte para que futuramente, possamos estar desfrutando sustentavelmente e economicamente dessa riqueza natural que é o babaçu da nossa região”. disparou o prefeito Glenio.

Sinésio anunciou que serão realizadas reuniões técnicas e Audiências Públicas para que sejam feitos estudos de catalogação do Babaçu, sua potencialidade e viabilidade na região Amazônica.

É possível transformar essa potencialidade em alternativa de renda para o Amazonas, pois estamos falando de uma cultura natural em abundância com grande potencial rentável para as famílias extrativistas que vivem da colheita. Só no município de Barreirinha e Boa Vista do Ramos, recebemos a notícia que existe mais de 10 milhões de árvores de babaçu nessas regiões, ou seja, uma alternativa da nossa terra que pode ser utilizada na para produção de mais de 65 derivados como; o lenho do babaçu usado na construção de casas, carvão, a farinha do mesocarpo do babaçu que é um complemento alimentar rico em amidos e sais minerais utilizado em bolos, pães e mingau, a palha utilizada por sua vez na produção de artesanato, o óleo de coco popularmente conhecido e considerado um dos produtos mais utilizados dentre os derivados do babaçu podendo ser empregado para fins culinários, lubrificantes, cosméticos além de ser alvo de pesquisas científicas para a fabricação de biocombustíveis”, encerrou Campos.

A Comissão Especial é constituída pelo Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário do Estado do Amazonas (Idam), Federação da Agricultura e Pecuária do Amazonas, Secretaria de Estado Do Meio Ambiente (Sema), Secretaria de Estado das Cidades e Territórios (Sect), Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Banco da Amazônia, bem como a adesão de prefeituras como de Urucurituba (208 km), Parintins (369 km), Barreirinha, Maués (276 km), São Sebastiao do Uatumã (247 km) e Boa Vista do Ramos.

Via Assessoria de Imprensa 
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