Preocupados com os impactos negativos da cheia na vida da população do interior, as deputadas e deputados da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) debateram, nesta quarta-feira (3), as ações que estão sendo tomadas no Estado para socorrer os municípios que estão ou que serão afetados pelo fenômeno natural, que acontece todos os anos, mas que neste ano se mostra ainda mais intenso.

As falas foram especialmente voltadas para as cidades localizadas na calha do rio Purus: Lábrea (distante 702 km de Manaus em linha reta), Boca do Acre (1.028 km) e Pauini (923 km). O deputado Sinésio Campos (PT) destacou os prejuízos causados pela cheia, com a perda de plantações e rebanhos pelos produtores do interior. Por isso, o parlamentar convocou todos os parlamentares participem da Audiência Pública que acontecerá nesta quinta-feira (4), às 10h, pela internet, com os representantes da Defesa Civil do Estado para saber quais ações vem sendo realizadas pelo Executivo para ajudar as vítimas das enchentes.

O deputado Adjuto Afonso (PDT), também se pronunciou sobre o tema. Ele falou do Auxílio Estadual, implementado pelo Executivo, e que irá beneficiar mais de 100 mil famílias amazonenses. Adjuto explicou que o programa é voltado para essas famílias em vulnerabilidade social e será dividido em três parcelas de R$ 200. “Inclusive a primeira parcela já começou a ser paga no mês de fevereiro, e seguirá, visando ajudar nesse momento de necessidade”, disse.

Em relação ao programa citado pelo colega, o deputado Wilker Barreto (Podemos) questionou a presença de pessoas alheias ao serviço participando da distribuição dos cartões bancários utilizados no recebimento do benefício. Por essa razão, informou Barreto, apresentou um requerimento solicitando que a Mesa Diretora da Aleam convide a titular da Secretaria de Ação Social (Seas), Maricília Teixeira da Costa, e o diretor presidente da Cosama, Armando do Valle. “Quero entender porque pessoas, como o senhor Armando do Valle, com atividade-fim contrária à sua pasta, estar entregando esse cartão social”, concluiu.

Já o deputado Dermilson Chagas (Podemos), cobrou do governador Wilson Lima (PSC) um programa de desenvolvimento em diversas áreas, como habitação, saúde, economia. Chagas lembrou que nessa terça-feira (3), completou um ano da desocupação dos moradoras da área do Monte Horebe. “Naquela ocasião o governador afirmou que os moradores seriam cadastrados e receberiam, de acordo com suas necessidades, lotes de terra ou apartamento do programa habitacional; mas até hoje essas pessoas não foram ajudadas”, afirmou.

Via Assessoria de Imprensa
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