A Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) não pode mais continuar ignorando a crise sanitária do Estado, e principalmente da sua capital, Manaus, como se ela não existisse e não tivesse como causa principal os atos e omissões do governador Wilson Lima (PSC). Não há mais o que ocultar, não há mais lugar para desculpas vis, nem tentativas torpes a justificar o injustificável, vez que agora tornou-se impossível esconder os cenários de guerra e as realidades trágicas em que se transformaram os dias e noites dos hospitais públicos e de casas amazonenses, tudo transmitido em tempo real, via redes sociais, para todo Brasil e para o mundo.

"O recado é direto para aqueles que insistem em fazer de conta que o caos instalado nos hospitais estaduais, com registro diário de milhares de novos casos de infecção por Covid-19 e de tantas outras centenas de mortes por asfixia por falta de oxigênio, insumo básico que salva vidas, não seja consequência direta da incompetência administrativa, do despreparo, da inoperância, da negligência, do descaso, dos crimes e dos desvios milionários de recursos públicos operados sob a responsabilidade do atual governador do Amazonas.

A sociedade perplexa, indignada, impaciente, cobra reação imediata dos seus representantes no Parlamento e demonstra não entender os limites da tolerância permitida aos crimes cometidos pelo governador. Há de se perguntar à Aleam, e não mais ao próprio chefe do Executivo, quanto mais ele está autorizado a delinquir, corromper e a cometer crimes, e quantas mais pessoas devem morrer em razão de atos e omissões que provocam o caos na saúde pública, a desassistência médica e a falta de recursos, até que o impeachment possa paralisar a sua caminhada criminosa."




Esperar mais o quê?



"Quem sabe faz a hora, e a hora é de cobrança firme por coerência e de honestidade mínima em se reconhecer que a combinação da mais completa e absoluta incapacidade de administrar o Estado, somada aos desvios de conduta e de personalidade de um governador movido por uma sanha incontrolável de poder e de afeição ao enriquecimento ilícito, tem produzido um efeito muito mais perverso e letal no Amazonas do que as próprias infecções causadas pelo vírus. Como entender de outra forma, hospitais públicos transformados em “câmaras de morte por asfixia”, com dezenas de homens, mulheres e crianças morrendo todos os dias por falta de oxigênio, como se num campo de concentração nazista estivessem?"

Quanto às evidências e provas que tipificam os crimes de responsabilidade do governador, as irregularidades robustas já comprovadas, desde a primeira onda da pandemia, subsidiam fartos relatórios da Polícia Federal (PF) e ações do Ministério Público Federal (MPF) contendo graves acusações de atos de corrupção e até de comando de quadrilha atribuído ao chefe do poder executivo. São elementos colhidos no bojo de processos criminais, os quais justificam inclusive pedidos de prisão preventiva de Wilson Lima junto ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), onde tramitam e aguardam sentença.

Somam-se ainda inúmeros outros pedidos de impeachment e o Relatório da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, cujas investigações e conclusões revelam novos crimes e pedem o indiciamento de mais de 50 pessoas envolvidas em atos de corrupção cometidos em associação com o acusado, e tantos outros ilícitos, os quais não permitem mais restar qualquer dúvida quanto à existência de uma base jurídica sólida para que a ALEAM volte a admitir e aprovar um novo pedido de impeachment.

"Todos sabemos que o momento é de salvar vidas, sim! E é válida a cobrança para a união de esforços com foco na superação da crise sanitária, sim! Mas esse argumento não se presta para calar o parlamentar que foi eleito para, dentre outras atribuições constitucionais, fiscalizar os atos do executivo." Disse o deputado

"Silenciar aos desmandos e à má gestão de recursos públicos, qualquer que seja o momento, além de agradar ao governante corrupto, serve apenas para reforçar a percepção na sociedade de que o crime compensa e de que o silêncio daqueles que têm o dever de falar, o tornam cúmplices do criminoso."

Via Assessoria de Imprensa 
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