"Destinar dinheiro que devia ser investido na saúde pública para alugar um jatinho particular de R$9 milhões é a inversão total e absurda de prioridades num estado que vivencia o caos”. A afirmação é do deputado estadual Delegado Péricles (PSL), ao denunciar a má gestão do dinheiro público pelo atual Governo Estadual enquanto hospitais têm padecido por falta de infraestrutura, equipamentos, medicamentos e oxigênio. De acordo com o parlamentar, a homologação (valor de R$9.360.000,00) foi publicada no último dia 22 de janeiro no Diário Oficial do Estado (DOE).

Alugar um jatinho é prioridade no atual momento? Quantas mini usinas de oxigênio poderiam ser compradas com esse valor? O governador perdeu o senso de responsabilidade sobre a população. O caos, o número de mortes, de internados, não dá margem para que sequer seja pensado um aluguel neste sentido. É agir na mão contrária de todos os esforços que todos têm feito para dar fim à situação que temos enfrentado”, continuou o deputado.

Para Péricles, a má gestão do dinheiro público tem sido rotina da atual gestão. A prova está na desorganização evidenciada até mesmo na parceria necessária com o município para a viabilização e realização da vacinação no Amazonas. “Furam filas, dão desculpas para justificar atos ilícitos, enquanto as pessoas morrem nos hospitais, nas próprias casas. O interior já é afetado pelo caos. Desrespeitam os grupos prioritários. O secretariado, que vai para fora do Estado fazer tratamento quando está doente, está vacinado. Já os coveiros estão entregues à mercê do caos da saúde pública do estado. Isso tudo é injusto e absurdo”, completou.

Sobre a questão do desrespeito à lista prioritária de vacinação, o deputado estadual encaminhou para a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), na última segunda-feira (25), com solicitação de envio da listagem completa dos nomes e cargos ocupados por todas as pessoas denominadas ‘outros’ no documento oficial de vacinados. “A desorganização tem custado vidas. Até o motorista do governador já foi vacinado e os profissionais que realmente estão no front estão sendo negligenciados. Isso não pode ficar assim”, concluiu.

Via Assessoria de Imprensa
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