O deputado Sinésio Campos (PT) apresentou a proposta de necessidade de integração da Zona Franca de Manaus com os municípios da Região Metropolitana de Manaus com o objetivo de levar desenvolvimento à região e estrutura digna de vida aos habitantes, além de estagnar o fluxo migratório para a capital do Estado. “Manaus não pode continuar sendo o primo rico em detrimento dos municípios do interior que também têm o direito de desenvolvimento. Hoje Manaus concentra 53% da população do Estado”.

A manifestação foi apresentada em pronunciamento durante a Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça-feira (1º) ao fazer um cumprimento de saudação aos vereadores e prefeito de Manaus e dos municípios eleitos no pleito de 2020.

O deputado lembrou que o fluxo migratório para Manaus teve origem na criação do Polo Industrial de Manaus na década de 70, quando milhares de pessoas dos municípios decidiram vir para a capital em busca de oportunidade de trabalho e melhores condições de vida. “A Zona Franca foi criada para o desenvolvimento do estado, contudo, os municípios ficaram em segundo plano. Como toda a atenção ficou voltada para Manaus, o interior se tornou em mero fornecedor de mão de obra para as indústrias e prestadoras de serviços”.

Com o propósito de alteração desse quadro foi criada a Região Metropolitana de Manaus (RMM), também conhecida como Grande Manaus. Trata-se da maior região metropolitana da região Norte do Brasil, com cerca de 2,7 milhões de habitantes, e a décima primeira mais populosa do país. Instituída em 2007 pela Lei Complementar Estadual número 52, reúne 13 municípios do estado do Amazonas em processo de conTurbação.

Sinésio Campos ressalta que a Região Metropolitana de Manaus deveria se constituir numa área estratégica para o desenvolvimento do Estado. Nela estende-se uma área de livre comércio, onde estão abrigadas algumas das maiores e mais importantes empresas instaladas no país do ramo de transportes e comunicações, além de polos biotecnológicos, petroquímicos, centros comerciais e intensa atividade portuária. “Mas, os benefícios continuam sendo distribuídos de forma desigual e apenas Manaus continuou se beneficiando com o trabalho e produção agrícola dos municípios como Iranduba e Rio Preto da Eva”.

O parlamentar apontou que continuamos enfrentando diversos problemas estruturais como falta de segurança pública e, até mesmo, de um porto decente para desembarque dos produtos oriundos dos municípios. “O Porto da Manaus Moderna é precário e inadequado para o desembarque e comercialização dos produtos. Naquele local impera um verdadeiro caos e condições desumanas de trabalho aos carregadores que fazem o desembarque dos produtos”.

Outro ponto atacado foi a falta de aterros sanitários na Região Metropolitana de Manaus. “Nem Manaus possui aterro sanitário, o que existe é um aterro controlado que já se tornou o ponto mais alto da cidade e que está com os dias contados. Por isso defendo a integração e interiorização de projetos da Zona Franca de Manaus”.

Via Assessoria de Imprensa 
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