A Sessão Plenária desta quinta-feira (3) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) trouxe ao debate as denúncias dos deputados sobre o repasse do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) aos municípios e temas diversificados como planos de saúde, auxílio emergencial e conselho ao prefeito eleito de Manaus.

O deputado Wilker Barreto (Podemos) denunciou mais uma vez o contrato do plano de saúde Hapvida com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc). Segundo ele, em 2017 foi firmado um contrato no valor de R$ 41 milhões, depois houve um termo aditivo aumentando para R$ 46 milhões, um segundo termo subindo para R$ 59 milhões e agora, um terceiro termo aditivo subindo para R$ 63,6 milhões em 2020. “O que eu questiono não é a importância do plano de saúde para a Seduc ou para os professores, só não entendo porque mais de 50% da cobertura é no interior e se alguém passar mal no interior terá que vir a Manaus. Pedimos que a Hapvida crie os polos de atendimento. Se precisarem de exame de sangue, tem que vir à Manaus”, questionou.

Fausto Jr. (PRTB) alertou o novo prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), para que governe inclusive para quem não votou nele e que também reflita sobre a possibilidade de abraçar algumas das propostas do candidato derrotado, Amazonino Mendes, como o Renda Manaus. “Ano que vem o Governo Federal não vai conceder o auxílio emergencial e é muito previsível que também não haja auxílio aos Estados e Prefeituras. Vai ser necessário competência, preparo e sobretudo planejamento para passar por essa tempestade”, alertou.

Dermilson Chagas (Podemos) discursou sobre a falta de pagamento do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) em Itacoatiara, pois segundo ele, professores da cidade estão denunciando a falta de pagamento do abono. “É uma preocupação da classe de professores daquele município. É uma demanda legítima, mas o prefeito de Itacoatiara não mostra interesse em divulgar os números e ser transparente”, acusou.

O presidente da Assembleia, Josué Neto (PRTB) afirmou trazer boas notícias ao povo do Amazonas. Segundo o parlamentar, o Governo Federal concedeu o Auxílio Emergencial a 58,7% dos domicílios no estado. “No país todo, foram 29 milhões de residências que receberam o valor de 725 reais. Só no Amazonas foram pagos R$ 67,8 milhões que chegaram para o fortalecimento do comércio e consumo”, comemorou.

O deputado João Luiz (Republicanos), que participou da sessão de forma remota, trouxe mais uma vez o assunto da falta de energia na comunidade Nova Canaã, que segundo ele, mesmo após a Audiência Pública realizada no local e o compromisso da Amazonas Energia de colocar uma base da empresa. “Segundo informações da comunidade, até o momento isso não aconteceu e agora a comunidade ficou mais de 24 horas sem energia, com os pequenos comerciantes tendo perdas dos seus produtos perecíveis”, afirmou.

A líder do governo na Aleam, Joana Darc (PL), falou sobre as datas-bases e reajustes dos servidores estaduais para o ano de 2021. De acordo com a deputada, a pandemia alterou todo o planejamento previsto para os servidores e com a Lei Complementar editada pelo Governo Federal de proibir até 31 de dezembro de 2021 qualquer aumento em vencimentos, abonos ou gratificações de servidores federais civis e militares. “Apesar do impedimento vindo da União, permanecemos o diálogo e a construção coletiva com todos os segmentos estaduais, mas sem prometer falsas ilusões”, explicou.

Via DIRCOM ALEAM
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