Evento marca o lançamento do projeto nacional Identidades Brasilis e ocorre de forma virtual nos dias 30 de novembro e 1 de dezembro
 

Dar maior visibilidade às discussões sobre a ampliação da representatividade de negros e indígenas no Brasil é a proposta do Seminário Sesc Etnicidades. O evento, que marca o lançamento do projeto Identidades Brasilis, ocorre de forma virtual nos dias 30/11 e 01/12. Na programação, serão discutidos temas como o racismo estrutural, a inserção da temática indígena nos currículos escolares, as ações de resistência dos povos indígenas em meio à pandemia do Covid-19, como a arte e a cultura têm contribuído por meio da mediação cultural, novas formas de interlocução com os saberes e as produções artísticas dos dois grupos étnicos.

O projeto Identidades Brasilis tem por propósito valorizar e fortalecer as culturas indígena e negra por meio de programações artísticas, educativas e culturais do Sesc em todo o país. As ações serão desenvolvidas a partir dostemas Arte e Cultura, Memórias, Histórias e Patrimônios, Modos de vida e Políticas Sociais.


Participam do Seminário Sesc Etnicidades nomes de destaque da cultura indígena e negra: a Doutora em Literatura Comparada pela UERJ e pesquisadora das narrativas de mulheres negras, professora Fernanda Felisberto; o Mestre em Sociologia e Doutor em Educação pela UFMG, Rodrigo Ednilson; , a Doutora em Educação e pesquisadora Rita Potyguara; e o escritor, professor e ativista do movimento indígena, Edson Kayapó.A transmissão será pelo canal da instituição no YouTube, a partir das 14h, no dia 30/11.



Desigualdade real no país


O informativo “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), indica que, em 2018, 55,8% da população se declarou preta ou parda (a soma das duas raças resulta nos negros). Entretanto, no estrato dos 10% com maior rendimento per capita, os brancos representavam 70,6%, enquanto os negros eram 27,7%. Entre os 10% de menor rendimento, isso se inverte: 75,2% são negros, e 23,7%, brancos.Além disso, na classe de rendimento mais elevado, apenas 11,9% das pessoas ocupadas em cargos gerenciais eram pretas ou pardas. Entre os brancos, esse percentual era de 85,9%.



Em relação à população indígena, segundo último censo realizado pelo IBGE, em 2010, o Brasil possui cerca de 896 mil indígenas, divididos em 305 etnias falando 180 línguas distintas do português, o que representa cerca de 0,2% da população total brasileira. A luta pelo reconhecimento dos direitos e da diversidade indígena é tão antiga quanto a própria história do Brasil. No entanto, mesmo após 30 anos do processo de redemocratização no país, a representatividade indígena nas instituições brasileiras segue incipiente.




PROGRAMAÇÃO



30/11/2020




14h – Abertura: Carlos Artexes, Diretor-Geral do Departamento Nacional do Sesc




14h30– Painel: “Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado: diálogos entre arte, cultura e educação”: Hilana Bernardo (Sesc Rio Grande do Norte) e Leonardo Borges (Sesc São Paulo). O painel apresenta ações afirmativas promovidas pelo Sesc.




16h30– Mesa de Debate e Lançamento de Publicação: “Cultura Africana e Afro-brasileira: conquistas e desafios na/para contemporaneidade” com os convidados Fernanda Felisberto e Rodrigo Ednilson. A mesa discutirá questões étnicos raciais que inspiraram a publicação da série “Educação em Rede – Volume 6 – Cultura afro-brasileira e africana no Sesc: possibilidades e desafios”, sobre a implementação das ações afirmativas no Brasil.









01/12/2020




14h– Abertura – Lúcia Prado – Diretora de Programas Sociais do Departamento Nacional do Sesc




14h30– Painel: “Quando eu penso no futuro, não esqueço o meu passado: diálogos entre arte, cultura e educação”: Aliã Waimira (Sesc Piauí) Betânia Avelar (Sesc Rondônia). O painel apresenta as ações afirmativas promovidas pelo Sesc.




16h30 – Mesa de Debate e Lançamento de Publicação: “Cosmologias e Culturas Indígenas: ideias para adiar o fim do mundo” com os convidados Rita Potyguara e Edson Kayapó. A mesa debaterá questões educativas e culturais relacionadas aos povos indígenas e como elas se articulam com suas manifestações políticas e de resistência.


Via D24AM

Postagem Anterior Próxima Postagem