Com tecnologia avançada, aeronave adquirida pela FAB vai monitorar o espaço aéreo brasileiro



Os detalhes da aeronave multimissão F-39 Gripen, adquirida pela Força Aérea Brasileira (FAB), os ganhos tecnológicos e as vantagens do desenvolvimento em cooperação com a empresa sueca Saab foram apresentados a uma plateia de autoridades no Workshop F-39 Gripen, na Base Aérea de Brasília, na noite desta terça-feira (27).

A aeronave será usada no monitoramento do espaço aéreo brasileiro e para a defesa de fronteiras. Com o caça no palco do evento, o Presidente Jair Bolsonaro, o vice-presidente Hamilton Mourão, ministros e militares conheceram o projeto que resultou num dos maiores acordos de transferência tecnológica da história do país, permitindo a Base Industrial de Defesa o acesso a conhecimentos estratégicos e de longo prazo.

O projeto Gripen foi escolhido dentre as três finalistas por representar, de forma concreta e real, o melhor custo operacional por aeronave, o acesso irrestrito aos seus sistemas de armamentos, ao conhecimento e domínio de toda a tecnologia embarcada e a vantagem de parceria no desenvolvimento e produção de um moderno caça supersônico em nosso país”, disse o Comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro do ar, Antonio Carlos Bermudez durante a cerimônia.



F-39 Gripen


O F-39 Gripen chegou ao Brasil em setembro de 2020. Na última sexta-feira (23), sobrevoou Brasília durante as comemorações do Dia da Força Aérea Brasileira.

Essa é a primeira de 36 aeronaves encomendadas da Saab, empresa de defesa e segurança sueca, para a renovação da frota de combate brasileira. Está equipada com instrumentos para a continuidade da campanha de ensaios, que teve início em agosto de 2019, na Suécia. A previsão é que as primeiras aeronaves operacionais sejam entregues à Força Aérea Brasileira no final de 2021.

No final do ano que vem iniciaremos o recebimento de quatro aeronaves essenciais para continuarmos compondo nossa defesa aérea”, disse o presidente da comissão coordenadora do programa aeronave de combate, major-brigadeiro Malta.

O F-39 Gripen, que será a espinha dorsal da aviação de caça da FAB, atinge duas vezes a velocidade do som e pode executar as missões de defesa aérea, ataque e reconhecimento no mesmo voo, sem precisar retornar para a base.
Fabricação do F-39 Gripen

As plataformas são desenvolvidas e produzidas com a participação de técnicos e engenheiros brasileiros. Essa integração faz parte da transferência tecnológica para proporcionar o conhecimento necessário para a continuidade das atividades no Brasil.

“Essa tecnologia transborda a área militar. Tem o caráter dual, civil e militar. E, assim como todos os projetos estratégicos das forças armadas, impulsionará o desenvolvimento de outros setores da economia brasileira”, disse o Comandante da Aeronáutica, Antonio Carlos Bermudez.

Inicialmente, a produção de treze aeronaves acontece na Suécia, na sequência, oito caças terão seu processo iniciado no país europeu e concluído no Brasil. As últimas quinze aeronaves serão produzidas integralmente em solo brasileiro, dentro das instalações da Embraer, em conjunto com as empresas que estão participando do desenvolvimento do programa.

Tudo isso gerando, dentro do próprio país, emprego, engenharia, trabalho de técnicos extremamente capacitados para o desenvolvimento do nosso projeto”, afirmou o major-brigadeiro Malta.

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