Puteiro e Casa de Swing pode em SP, escolas não


Governo já impõe “rígidos protocolos sanitários” para o funcionamento de puteiros e casas de swing, mas autoridades ainda não acham seguro abrir escolas.

Continuam sem aulas presenciais os alunos das redes pública (estadual e municipal) e privada na cidade de São Paulo. Mas reportagem da VejaSP publicada esta semana, mostra que o famoso Bahamas e outras seis casas de trocas de casais funcionam, ainda que de modo reduzido, no bairro de Moema.

Usando a lógica, infere-se que as autoridades acreditam que os “rígidos protocolos sanitários” são o bastante para que duas (ou mais) pessoas não se contaminem com o coronavírus durante o fudevu. Mas sentar em carteiras individuais dentro de salas de aula, ainda é perigosíssimo.

Nada disso surpreende. Quase todas as decisões tomadas pelas autoridades no Brasil, desde que o STF proibiu o governo Federal de interferir no assunto, são cheias de contradições e autoritarismo disfarçado de bom-mocismo.

Na semana passada o governador João Dória disse que "ir à praia é encontro com a morte”, enquanto o governo do Estado que ele próprio governa já permite desde julho o funcionamento de bares e restaurantes – seguindo rígidos protocolos sanitários, claro – nas regiões em “fase amarela.”

Ainda em maio, com a intenção de desencorajar as pessoas a saírem de casa, o prefeito Bruno Covas e sua equipe de luminares implementaram um rodízio ainda mais restritivo de automóveis na capital paulista.

Até um pedaço de paçoca sabia que os motoristas deixariam os seus carros na garagem e lotariam trens e ônibus – que já estavam com frota reduzida, com a mesma intenção. A medida durou apenas uma semana.



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