Após repercutir com preocupação artigo divulgado pela revista científica “Nature Medicine”, que alerta para uma segunda onda de Covid-19 no Amazonas, o deputado estadual Álvaro Campelo (Progressistas), reuniu na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa (Aleam), com cientistas responsáveis pela pesquisa para o detalhamento dos estudos. O objetivo é cobrar um posicionamento dos órgãos de saúde do Município e do Estado diante dessa possível situação.

De acordo com Lucas Ferrante, doutorando do Programa de Biologia do Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (Inpa), a segunda onda da Covid é reflexo de um isolamento mal executado. “Baseado nos dados oficiais da própria Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), nós constatamos que o número de casos confirmados e óbitos na capital são superiores aos números que antecederam a primeira onda. É importante dizer que já existem modelos epidemiológicos publicados em várias revistas do mundo que apontam que, quando um isolamento social não foi feito de maneira correta, que é o caso de Manaus, esse segundo pico sempre é ocasional. Então, é importante a gente se atentar que existe o risco de uma segunda onda e que não é o momento de relaxar o isolamento social como descuidar das medidas de segurança e também não é um momento de retomada das aulas, porque isso poderia induzir a esse aumento de casos levando ao segundo pico”, afirmou o cientista.

O pesquisador William Alexander Steinmentz, professor e chefe do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Amazonas, alerta que a segunda onda poderá ser mais longa que a primeira. “A primeira onde, que foi muito repentina e violenta, teve essa ascensão e depois essa queda relativamente rápida. Essa segunda onda pode se manifestar de uma forma diferente. Pode ter uma ascensão mais suave e por outro lado pode ser algo que dure mais tempo. Então, é provável que não tenha de novo esse colapso que vimos em abril, mas mesmo assim pelo tempo da duração, podemos de fato ainda ver infelizmente muitas mortes”, disse.

Para o deputado estadual Álvaro Campelo, é necessário que haja uma manifestação pública dos órgãos de saúde e de vigilância, com a garantia de que medidas serão tomadas para a preservação de vidas. “Quando eu tive acesso a essa informação, fiquei extremamente preocupado, e mais ainda porque algumas pessoas simplesmente não darem a devida importância para estudos que são feitos por cientistas de instituições renomadas. Eles se dispuseram a vir até a Aleam para apresentar um detalhamento dessa pesquisa, e eu me dispus a fazer essa ponte com a Secretaria de Educação e com a Secretaria de Saúde, para que o Governo tome as providências necessárias para evitar os possíveis óbitos nos próximos meses”, afirmou o parlamentar.

Depois da reunião de hoje, a intenção é realizar um encontro com representantes da Secretaria de Educação (Seduc), Secretaria de Saúde (Ses), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para debater o estudo, que foi publicado na revista "Nature Medicine". Deputado debate com cientistas estudo que indica segunda onda da Covid no Amazonas

Após repercutir com preocupação artigo divulgado pela revista científica “Nature Medicine”, que alerta para uma segunda onda de Covid-19 no Amazonas, o deputado estadual Álvaro Campelo (Progressistas), reuniu na manhã desta quinta-feira na Assembleia Legislativa (Aleam), com cientistas responsáveis pela pesquisa para o detalhamento dos estudos. O objetivo é cobrar um posicionamento dos órgãos de saúde do Município e do Estado diante dessa possível situação.

De acordo com Lucas Ferrante, doutorando do Programa de Biologia do Instituto Nacional de Pesquisas do Amazonas (Inpa), a segunda onda da Covid é reflexo de um isolamento mal executado. “Baseado nos dados oficiais da própria Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), nós constatamos que o número de casos confirmados e óbitos na capital são superiores aos números que antecederam a primeira onda. É importante dizer que já existem modelos epidemiológicos publicados em várias revistas do mundo que apontam que, quando um isolamento social não foi feito de maneira correta, que é o caso de Manaus, esse segundo pico sempre é ocasional. Então, é importante a gente se atentar que existe o risco de uma segunda onda e que não é o momento de relaxar o isolamento social como descuidar das medidas de segurança e também não é um momento de retomada das aulas, porque isso poderia induzir a esse aumento de casos levando ao segundo pico”, afirmou o cientista.

O pesquisador William Alexander Steinmentz, professor e chefe do Departamento de Matemática da Universidade Federal do Amazonas, alerta que a segunda onda poderá ser mais longa que a primeira. “A primeira onde, que foi muito repentina e violenta, teve essa ascensão e depois essa queda relativamente rápida. Essa segunda onda pode se manifestar de uma forma diferente. Pode ter uma ascensão mais suave e por outro lado pode ser algo que dure mais tempo. Então, é provável que não tenha de novo esse colapso que vimos em abril, mas mesmo assim pelo tempo da duração, podemos de fato ainda ver infelizmente muitas mortes”, disse.

Para o deputado estadual Álvaro Campelo, é necessário que haja uma manifestação pública dos órgãos de saúde e de vigilância, com a garantia de que medidas serão tomadas para a preservação de vidas. “Quando eu tive acesso a essa informação, fiquei extremamente preocupado, e mais ainda porque algumas pessoas simplesmente não darem a devida importância para estudos que são feitos por cientistas de instituições renomadas. Eles se dispuseram a vir até a Aleam para apresentar um detalhamento dessa pesquisa, e eu me dispus a fazer essa ponte com a Secretaria de Educação e com a Secretaria de Saúde, para que o Governo tome as providências necessárias para evitar os possíveis óbitos nos próximos meses”, afirmou o parlamentar.

Depois da reunião de hoje, a intenção é realizar um encontro com representantes da Secretaria de Educação (Seduc), Secretaria de Saúde (Ses), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para debater o estudo, que foi publicado na revista "Nature Medicine".
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