Vítima de complicações da Covid-19, o artista estava internado na UTI da Samel desde o dia 13 de Setembro. O 'Furacão do Boi', como era conhecido, teve a vida toda ligada ao boi bumbá, sendo vocalista de apoio de Garantido e Caprichoso




Morreu na manhã desta terça-feira (29) o cantor e levantador de toadas Klinger Araújo, vítima de complicações da Covid-19. O artista estava internado desde o dia 13 de setembro na UTI da Samel, em Manaus, quando foi internado pela segunda vez em poucas semanas. Conhecido como o "Furacão do Boi", Klinger teve a vida artistica totalmente ligada ao boi bumba, sendo no início da sua carreira vocalista de apoio do bumbá Garantido e, na maior parte da sua vida, toadista do boi Caprichoso.

Sua trajetória artística começou em 1986, quando ele atuava como radialista na Rádio Alvorada, em Parintins. Alguns anos depois, foi DJ e locutor dos noticiários da emissora local. Já na capital manauara, Klinger teve passagens pelas rádios Tropical (Rádio Cidade), Amazonas FM, Ajuricaba, Difusora do Amazonas, FM do Povo e Novidade FM. Klinger também trabalhou em rádios locais do Pará e do Ceará.

A ascensão do cantor como levantador de toadas aconteceu em 1990, quando ele se apresentou pela primeira vez com o Boi-Bumbá Garantido. Anos depois, Klinger foi convidado para cantar no Boi-Bumbá Caprichoso, onde se firmou nas raízes folclóricas do “boi azulado”.

Seu sucesso foi tão grande que em 1996 o artista foi convidado por um grupo de empresários para divulgar a cultura do boi-bumbá pelo Brasil. As cidades de São Paulo e Rio de Janeiro foram seu destino, onde participou de vários programas como Planeta Xuxa, Ana Maria Braga, Faustão, Ratinho, entre outros. Seu trabalho também atravessou as fronteiras do país, com turnê internacional em Las Vegas, Dallas, New Orleans, New York, entre outros países.

Klinger Araújo era levantador de toadas e backing vocal do Boi-Bumbá Caprichoso, além de mestre de cerimônias de diversos eventos em Manaus. Possuia um programa digital em sua fan page chamado “Amazônia é boi bumbá”.



Via A Crítica
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