Na quinta-feira (2), o deputado estadual Felipe Souza (Patriota), enviou requerimento solicitando ao governo do Estado o não fechamento do Centro Psiquiátrico Eduardo Ribeiro, bem como a sua reestruturação física e do serviço de atendimento de emergência
psiquiátrica.

O objetivo é transformá-lo no primeiro hospital modelo em saúde mental do Amazonas. 

Precisamos descortinar e debater esse assunto com urgência, a saúde mental precisa de mais atenção. Não se pode fechar um local que ainda pode ser recuperado e servir como instrumento de apoio multidisciplinar à pessoas com transtornos mentais e, consequentemente, suas famílias”, ressaltou o parlamentar.

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam), por meio do presidente, Dr. Mario Vianna, disse apoiar totalmente a causa. 

De acordo com a médica psiquiatra, Dra. Alesandra Pereira, no Amazonas temos cerca de 1.200.000 (um milhão e duzentas mil) pessoas com algum tipo de transtorno mental. Desse total, pelo menos 80% precisa de acompanhamento psiquiátrico, o que corresponde a mais de 800.000 (oitocentas mil) pessoas. “Nós temos uma grande parcela da população que não utiliza, não tem acesso e não faz acompanhamento pelo sistema público, não por falta de necessidade e sim por falta de possibilidade. A falta de assistência do Estado é excludente, não é possível hoje uma pessoa marcar um agendamento e ter uma vaga, a não ser que seja pra daqui no mínimo três ou quatro meses sendo bondosa. É algo inadmissível porque um transtorno mental, como por exemplo uma ideação suicida, é uma urgência médica que não pode esperar. A estrutura que nós temos hoje não contempla nem as pessoas que buscam por tratamentos para quadros graves, porque elas não podem sequer ficar em observação. Elas são mandadas pra casa por falta de leito, por não ter onde ficar”, observou Alessandra. 

A unidade hospitalar com mais de 100 anos de fundação, está com a estrutura comprometida e já existe um abaixo-assinado online com assinaturas contra a fechamento do CPER. 

Temos pressa na solicitação dessa indicação. Precisamos com urgência ter um centro de referência em saúde mental e não submeter esses casos a um anexo de uma unidade de saúde maior. Se você parar para analisar nós temos o Hemoam para hematologia e hemoterapia, temos o Alfredo da Mata para tratamentos dermatológicos, a Policlínica Cardoso Fontes para atender pacientes com tuberculose, o que aconteceu com o Eduardo Ribeiro? Ele foi simplesmente desaparelhado e ao invés de ampliar essa rede essa rede foi reduzida”, concluiu Felipe Souza.

Via Assessoria de Imprensa 
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