Ex-patrão do governador Wilson Lima (PSC) possui possíveis empresas com contratos milionários em diversas secretarias do Governo do Amazonas




Ex-patrão do governador Wilson Lima (PSC) possui possíveis empresas com contratos milionários em diversas secretarias do governo do Amazonas. Dissica Calderaro e sócios recebem cerca de R$ 14,3 milhões em contratos utilizando empresas em seu nome e outras em nome de seus sócios, como a Agência Era, Semper Vincit, Imex Br Comércio e outras.




Sócio amigo financeiro


O sócio proprietário da Semper Vincit é o gerente financeiro de A Crítica, Daniel Maia Damasceno que é sócio em outra empresa com o empresário Dissica Calderaro. A Semper Vincit possui contratos com o Detran-AM e, em 2019, venceu pregão eletrônico no valor de R$ 2,3 milhões utilizando atestado com informações erradas, o que gerou uma denúncia feita por empresas que também concorreram. Em 2020, a Semper Vincit venceu pregão eletrônico superior a R$ 2 milhões para serviços de fornecimento de estrutura, link de comunicação de dados, acesso à internet e aplicativos de mensagem do Detran.




Empresas parceiras


A relação próxima de parceria entre Daniel Maia Damasceno e Dissica Calderaro é revelada na sociedade que os dois mantém na empresa Imex Br Comércio Importação e Exportação Ltda.



As empresas da Rede Calderaro


O ex-patrão do governador Wilson Lima, só com a empresa Era Radiodifusão Amazônia Ltda., faturou no ano passado, mais de R$ 5,5 milhões do governo do Amazonas. Os contratos são referentes a produção e veiculação de vídeos, apoio cultural e transmissões. Em 2020, a empresa já fechou contrato em fevereiro, no valor de R$ 870 mil.




Tudo em família no governo


Todos os quatro sócios da empresa Editora Cultural da Amazônia Ltda. são da família Calderaro. Em 2019, em contratos firmados com o governo do Amazonas, a empresa recebeu quase R$ 2 milhões para impressão de Guia Turístico, divulgação e patrocínio esportivo.



Jornal mais lido na sede do governo


A família Calderaro faturou no ano passado e no início deste ano mais de R$ 21 mil em assinaturas do Jornal A Crítica. Já com a empresa Rádio Jornal A Crítica, os contratos de 2019 e os atuais de 2020, somam R$ 380 mil para produção e veiculação de áudios comerciais na rádio.



Carnaval meio salgado


Em abril do ano passado na ‘Avenida do Samba’, durante homenagem de uma escola à família Calderaro, Dissica disse que “A Crítica pertence ao povo do Amazonas”. No mesmo período do ano, apenas contratos com o governo do Amazonas para realizar transmissões, vídeos e divulgação, a Rede Calderaro de Comunicação faturou R$ 1,3 milhão.

*Apresentador do programa AMAZONAS DIÁRIO
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