Prestes a completar a metade do prazo regimental de 120 dias, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Saúde, que investiga os contratos da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) entre os governos de 2011 a 2020, poderá ganhar mais alguns dias. Quem sinalizou com a prorrogação dos trabalhos foi o deputado estadual e membro da CPI, Wilker Barreto (Podemos), que sugeriu neste domingo (26) o prolongamento de mais 60 dias.

Com 55 dias de atividades da Comissão, o parlamentar afirmou que o aumento do prazo será fundamental para aprofundar as investigações referentes aos diversos contratos firmados pelo Executivo na saúde do Estado.

Estamos completando 50% do tempo e ainda temos muito trabalho pela frente, vontade não falta. A solicitação de mais 60 dias de CPI é pertinente porque temos várias frentes de investigação que ainda precisam ser estudadas como os contratos indenizatórios da Nilton Lins, a questão milionária da OS (organização social) do Hospital Delphina Aziz, os aluguéis superfaturados de ambulâncias, isso sem falar de outros governos. Ou seja, muita coisa pode vir à tona”, explicou o deputado.

Barreto comentou, ainda, sobre os resultados das investigações feitas pelos membros da CPI, que completa 60 dias na próxima sexta-feira (31). “Com 50% de trabalho, já demos uma enorme contribuição para a sociedade, trazendo denúncias graves sobre a compra dos ventiladores, a farra dos contratos indenizatórios e de dispensa de licitação, os desmandos na Susam. São diversas práticas de corrupção que, infelizmente, ainda vamos descobrir muita coisa”, revelou Wilker.



Agenda


Nesta segunda-feira (27), dois novos depoimentos foram agendados para acontecer na CPI da Saúde. Às 10h, foi ouvido o representante da Medplus e, às 15h, é a vez do sócio da WF Control, empresa responsável pelos aluguéis de ambulâncias.

Via Agência Brasil
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