Os recursos financeiros da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) que lhe permitem realizar investimentos e manter toda a sua estrutura de ensino, pesquisa e extensão, na capital e no interior do Estado, despencaram de R$ 40,441 milhões, no mês de abril, para apenas R$ 14,555 milhões, no último mês de maio. A informação foi repassada pelo deputado Dermilson Chagas (Podemos), durante a Sessão virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), na manhã desta terça feira (23).

Para Dermilson a UEA está experimentando hoje o pior momento da sua história, pois, o tombo de R$ 25,886 milhões em um único mês, representa expressiva perda de mais de 64% na arrecadação esperada. “Ou seja, a Universidade conseguiu arrecadar apenas 36% da receita prevista, resultado que inviabiliza o custeio das suas atividades mínimas, ou valor insuficiente até para honrar a folha de pagamento dos seus servidores, que está orçada em mais de R$ 21 milhões. É provável que não tenha nenhuma perspectiva de abrir cursos novos para o interior no vestibular, pelo segundo ano consecutivo”, lamentou.

O parlamentar ainda ressalta que a ameaça é real e resulta da queda brutal de faturamento das empresas incentivadas do Polo Industrial de Manaus (PIM), consequência da crise econômica provocada pelo avanço do coronavírus e medidas de isolamento social imposto pelo governo. “Não se pode ignorar que o financiamento integral da nossa universidade estadual está vinculado ao desempenho das empresas da ZFM, setor que tem amargado quedas de até 60% na produção e nas vendas”.



Proposta

Como solução, Dermilson afirmou que o Governo do Amazonas por ter uma sobra orçamentária de mais de R$ 3 bilhões, pode utilizar da verba para socorrer a UEA e tirá-la dessa crise. “Esse dinheiro contabilizado em dezembro de 2019, é oriundo dos empréstimos, repasses e transferências milionárias da Afeam, do Governo Federal e das bancadas parlamentares estadual e federal. Portanto, irei fazer um requerimento indicativo para o Governo do Amazonas socorrer a UEA, pois com essa sobra tem mais que obrigação amparar a universidade, que por muitos anos e tantas vezes foi vítima de desvios ilegais das suas receitas, para custear despesas correntes do próprio Estado”, ponderou.

Via Assessoria de Imprensa 
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