O número de enterros registrados nos cemitérios públicos e privados de Manaus no sábado (30) foi de 38 mortes. A quantidade corresponde à media de enterros que costumava ser registrada na capital antes da pandemia. Em abril, houve pico de 140 sepultamentos em 24 horas, o maior desde o início da pandemia de Covid-19.

De acordo com a Prefeitura, nos espaços administrados pela Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp), foram 32 sepultamentos e uma cremação no sábado. Já nos particulares, ocorreram cinco enterros.

Ainda de acordo com a Semulsp, do total de sepultamentos e cremações no sistema público, sete foram de óbitos em domicílio e 12 utilizaram o serviço SOS Funeral. Entre as causas de morte, três pessoas tiveram no atestado a confirmação para Covid-19 e uma a suspeita da doença causada pelo novo coronavírus. Outras seis pessoas foram registradas como causa desconhecida e também seis por motivo de síndrome ou insuficiência respiratória ou ainda parada cardiorrespiratória.

Desde o dia 13 de maio, Manaus teve uma queda significativa no número de enterros diários em cemitérios na última semana. Além disso, de acordo com a prefeitura, houve também uma redução nos números de acionamentos do Samu na cidade.

Até sábado (30), a capital amazonense registrou mais de 44 mil casos de Covid-19, com mais de 1,2 mortes.



Curva de mortes


Um levantamento do Atlas ODS Amazonas, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), analisou a curva de velocidade de óbitos. O estudo relacionou o índice de exposição social com a curva de velocidade de óbitos instantânea per capita.

Os resultados apontam que na maioria dos municípios estudados, a curva de óbitos é uma resposta sincronizada com a curva de variação do índice de exposição social, que ocorrera há uma certa quantidade de dias no passado.

"Em Manaus, a curva de óbitos reflete exatamente a exposição social de 18 dias atrás. Em Manacapuru, segundo municípios mais crítico, essa defasagem é de 32 dias", diz.


Média de enterros

Antes da pandemia do novo coronavírus, a média nos cemitérios da Prefeitura era de 30 enterros por dia. O número de mortes em Manaus disparou desde então e, até o dia 25 de abril, ficou 108% acima da média histórica.


Diante do aumento, medidas mais extremas tiveram que ser adotadas no maior cemitério público da capital: caixões são enterrados em valas comuns, caixões foram enterrados empilhados – medida cancelada após revolta de familiares – e instalação de contêineres frigoríficos para comportar corpos que aguardam o enterro.


Sepultamentos em Maio


  • 30/05 - 38 mortes
  • 29/5 - 43 mortes
  • 28/5 - 52 mortes
  • 27/5 - 57 mortes
  • 26/5 - 49 mortes
  • 25/5 - 42 morte
  • 24/5 - 44 mortes
  • 23/5 - 51 mortes
  • 22/5 - 60 mortes
  • 21/5 - 55 mortes
  • 20/5 - 73 mortes
  • 19/5 - 67 mortes
  • 18/5 - 53 morte
  • 17/5 - 65 mortes
  • 16/5 - 59 mortes
  • 15/5 -71 mortes
  • 14/5 - 70 mortes
  • 13/5 - 79 mortes
  • 12/5 - 83 mortes
  • 11/5 - 100 mortes
  • 10/5 - 63 óbitos
  • 9/5 - 98 mortes
  • 8/5 - 112 mortes
  • 7/5 - 115 mortes
  • 6/5 - 92 mortes
  • 5/5 - 111 mortes
  • 4/5 - 95 mortes
  • 3/5 - 92 mortes
  • 2/5 - 99 óbitos
  • 1/5 - 126 óbitos


Sepultamentos em abril
  • 09/4 – 39 sepultamentos 
  • 10/4 – 47 sepultamentos
  • 11/4 – 51 sepultamentos
  • 12/4 – 64 sepultamentos
  • 13/4 – 58 sepultamentos
  • 14/4 – 64 sepultamentos
  • 15/4 – 88 sepultamentos
  • 16/4 – 75 sepultamentos
  • 17/4 – 96 sepultamentos
  • 18/4 – 89 sepultamentos
  • 19/4 – 122 sepultamentos
  • 20/4 – 104 sepultamentos
  • 21/4 – 136 sepultamentos
  • 22/4 – 120 sepultamentos
  • 23/4 – 135 sepultamentos
  • 24/4 – 128 sepultamentos
  • 25/4 – 98 sepultamentos
  • 26/4 - 140 sepultamentos
  • 27/4 - não divulgado
  • 28/4 - 122 sepultamentos
  • 29/4 - 123 sepultamentos
  • 30/4 - não divulgado
Via G1
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