A Polícia Federal (PF) realizou na manhã desta terça-feira “Operação Placebo” e cumpriu 12 mandados de busca no Palácio das Laranjeiras, sede oficial do governador do Rio de Janeiro. A operação da PF teve por objetivo apurar indícios de desvios de recursos destinados ao combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) no estado do Rio.

Esse é o primeiro caso de vários pedidos feito pela Procuradoria-Geral da República (PGR), no inicio do mês de maio, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), para investigação de governadores. Além de Wilson Witzel (PSC-RJ), estão na mira da PGR os governadores, Helder Barbalho (MDB-PA); e Wilson Lima (PSC-AM); por compras emergenciais realizadas no enfrentamento da pandemia ao novo coronavírus.

O procurador geral da República, Augusto Aras, entende que muitos governadores estão se aproveitando da pandemia para praticar crimes. Para investigar a suspeita, Aras destacou três procuradores para reunir indícios de corrupção contra os mandatários estaduais.

No Amazonas, entre os gastos questionáveis está a compra de 28 respiradores pulmonares por R$ 2,9 milhões da loja de vinhos FJAP e Cia Ltda. A compra foi considerada com sobrepreço pelo Tribunal de Contas do Amazonas (TCE-AM) que pediu, inclusive, a restituição dos valores pagos e recomendou que o governador Wilson Lima afastasse a secretária de Saúde, Simone Papaiz mas o governador desobedeceu e determinou que a Secretaria recorra das multas de R$ 75 mil determinada por unanimidade pelos conselheiros do TCE.

Segundo o Estadão apurou, no caso do Amazonas, o inquérito já foi aberto por decisão do ministro Francisco Falcão. Os pedidos de investigação da PGR foram feitos pela subprocuradora-geral Lindôra Araújo, uma das principais auxiliares do procurador-geral da República, Augusto Aras. Como os governadores possuem prerrogativa de foro perante o STJ, os despachos da Procuradoria foram encaminhados para aquele tribunal. Os casos tramitam sob segredo de justiça.




Alerj vai dar a partida no processo de impeachment de Witzel

A Assembleia Legislativa do Rio vai receber, nos próximos dias, mais dois pedidos de impeachment do governador Wilson Witzel (PSC) — que, na manhã desta terça-feira (26), ao lado da primeira-dama, Helena, foi alvo da Operação Placebo da Polícia Federal.

Já há um entendimento informal na cúpula da Casa que, desta vez, um dos requerimentos será aceito e o processo, encaminhado ao plenário.

Um dos pedidos será feito pelo ex-líder do PSL Doutor Serginho.

O outro, partirá do decano da Casa, Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB) — que já estava, hoje, preparando o texto.

— O fundamento está na própria exposição de motivos do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Estão listados indícios muito robustos de que o governador está envolvido em crime de responsabilidade, e quem diz isso é o ministro Benedito Gonçalves, do STJ. É crime de responsabilidade deixar os recursos públicos se esvairem, por ação ou inação — diz o decano.

Já existem, hoje, três pedidos de impeachmento de Witzel nas mãos da mesa diretora da Alerj. Um foi apresentado em fevereiro por sete deputados ligados ao presidente Jair Bolsonaro. Outros dois por cidadãos.







Via Extra e O Nortão
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