Todos os ex-governadores do RJ eleitos como cabeça de chapa desde a redemocratização estão presos ou passaram em algum momento pela cadeia.

A Polícia Federal cumpriu, na manhã desta terça-feira (26), mandados de busca e apreensão para uma investigação que apura suspeitas de desvios de recursos e fraudes em processos de licitação para compra de equipamentos e insumos destinados ao combate à Covid-19 no Rio de Janeiro. Entre os alvos está o governador Wilson Witzel (PSC), que acusou o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) de interferir na corporação e negou irregularidades.

O inquérito, sob a relatoria do ministro Benedito Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), apura suspeitas de que uma organização social contratada para fornecer o material necessário para o funcionamento de hospitais de campanha montados pelo governo estadual para atender pacientes infectados fraudou documentos, superfaturou o valor dos insumos.


Entenda o caso

O nome de Witzel na lista de investigações pela Polícia Federal veio a público no último dia 15, quando agentes da Operação Lava-Jato no Rio de Janeiro vazaram informações a respeito da suspeita que recai sobre o governador, de envolvimento de desvio de recursos públicos.

No dia anterior, a Polícia Federal prendeu no Rio o empresário Mário Peixoto, o ex-deputado Paulo Melo e mais três pessoas, sob suspeita de desvios de recursos destinados à saúde pública.
As empresas de Peixoto têm contrato com o governo carioca desde a gestão do governador Sérgio Cabral (MDB), preso desde 2016 e condenado em 11 penas por desvio de dinheiro público.



Fiscal

Um dia depois da confirmação de que seu secretário de Desenvolvimento Econômico, Lucas Tristão, encontrou-se já durante a quarentena com o empresário Mário Peixoto, preso na última quinta-feira (14) sob acusação de fraudar contratos na área da Saúde, o governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel (PSC), afirmou na terça-feira (19) que não é "fiscal" de secretários nem vai "ficar perguntando" o que cada secretário faz na vida pessoal.


Via InfoMoney
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