Serviço passou a funcionar a partir de segunda-feira (13), via Disk 129, para receber denúncias



A criação do Disk Aglomeração consta na recomendação encaminhada pela Defensoria ao Governo do Estado no dia 4 de abril para que seja redobrada a fiscalização do cumprimento dos decretos estaduais que preveem medidas de isolamento social, como o fechamento de estabelecimentos comerciais não essenciais.

A recomendação pede que sejam adotadas medidas de controle para assegurar o efetivo cumprimento, por parte da população, do disposto nos Decretos Estaduais N.º 42.099/2020 e 42.101/2020, em especial garantindo a suspensão de atividades econômicas e sociais não essenciais no âmbito do Estado do Amazonas, de modo a mitigar a propagação da pandemia do novo coronavírus.

A Defensoria pede ainda que o governo utilize o efetivo das forças de segurança pública do Estado do Amazonas a fim de prover o necessário suporte material para que tais medidas possam se concretizar, realizando rondas diárias em pontos estratégicos de fluxo de pessoas gerado pela existência de estabelecimentos comerciais.

A recomendação da Defensoria leva em consideração a gravidade da epidemia no Amazonas, que já foi colocado pelo Ministério da Saúde entre os Estados com risco iminente de colapso no sistema de saúde. A DPE considera ainda que a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) já reconheceu a transmissão comunitária do Estado.

Outro ponto destacado na recomendação é o fato de que em alguns bairros da cidade de Manaus há relatos de estabelecimentos comerciais de natureza não essencial que mantém suas atividades em normal funcionamento, apesar do decreto estadual ter determinado a suspensão do funcionamento de todos os restaurantes, bares, lanchonetes, praças de alimentação e similares, boates, casas de shows, casas de eventos e de recepções, salões de festas, inclusive privados, parques de diversão, circos e estabelecimentos similares e igrejas, templos religiosos, lojas maçônicas e estabelecimentos similares.

A Defensoria considera ainda que a reduzida quantidade de testagens enseja subnotificações, não sendo possível aferir, em mínimo grau de certeza, a segurança nas ruas quanto a possível infecção. A recomendação também leva em conta “o poder de polícia administrativa, que possibilita a imposição de limitações aos direitos individuais, condicionando-os ao bem da coletividade, sendo seu exercício autoexecutável pelo Poder Executivo”.

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