Aluguel superfaturado do Governo do Estado do Amazonas com a Nilton Lins para um hospital de campanha que não funciona com a capacidade prometida e anunciada pelo governador. Com isso, falta de capacidade o torna “Elefante Branco”, essa foi a conclusão do deputado Dermilson Chagas (PP) durante a Audiência virtual da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), que teve como objetivo a presença da secretária de Estado da Saúde (Susam), Simone Papaiz, para prestar esclarecimentos sobre o caos na saúde, que tem levado a elevados números de óbitos no estado durante o período de pandemia ocasionado pelo coronavírus, causado pela Covid-19.

A conclusão do parlamentar se deu após a secretária afirmar que a unidade não iniciou na sua totalidade, diferente do que o governador Wilson Lima (PSC) havia anunciado nas suas redes sociais no dia 18 de abril, que o hospital iria inaugurar com 66 leitos, entre UTI e clínicos e que tudo estava praticamente pronto. “A atividade de implementação do hospital não aconteceu na sua totalidade. Hoje estamos na seguinte situação: O gestor ou toma a iniciativa de atender ou deixa fechada meses para adequar. Precisamos tomar a decisão de abrir leitos do que esperar a excelência das unidades”, disse.

No dia 16 deste mês, a Justiça do Amazonas havia determinado a suspensão do contrato feito entre o Governo do Amazonas e a Nilton Lins no valor de R$ 2,6 milhões pela inutilidade da instalação, já que o momento de crise requer respostas rápidas. O governador, mesmo contrariando a determinação, inaugurou o hospital afirmando que só iram suspender “por cima do cadáver dele”.

Hoje o hospital não está atendendo com a capacidade prometida, tendo que remanejar pacientes que acabam de entrar para outras unidades, faltam equipamentos básicos para respiradores para abertura de leitos. Para Dermilson, o governador foi “afoito”, em querer transmitir para população que o hospital iria funcionar 100%. “Foi um erro grave porque ele alimentou de esperança a sociedade amazonense que clama por ações no combate ao coronavírus. Vi um governador afoito gravando vídeos para dizer que tinha leitos e que na verdade não tinham. Errou, mentiu, e isso é gravíssimo. Precisa ser investigado. Como parlamentar, continuarei fiscalizando porque esse é o meu papel. E torço para que dias melhores possam vir para todos que esperam por esses dias”, disse.


Respiradores



Ainda durante a Sessão, Dermilson fez vários outros questionamentos para secretária, entre eles, se ela concordava com o relatório do Ministério Público do Estado (MPE) e do Conselho Regional de Medicina, afirmando que respiradores comprados para serem utilizados no hospital de campanha Nilton Lins, não serviam para os pacientes.

Em resposta Simone diz que os respiradores servem sim, e que além deles, existem outros quatros de alta complexidade na sala de emergência para atender os pacientes. “Agora é esperar por todo os equipamentos necessários para abrir mais leitos”, disse.




Interior

Além disso, Dermilson questionou sobre as políticas e protocolos que a Susam desenvolve no interior do Amazonas para combater o coronavírus. “Preciso saber se os hospitais estão recebendo os investimentos necessários, se os profissionais de saúde lotados nesses hospitais estão recebendo equipamentos necessários de prevenção”, questionou.

Em resposta, a secretária apenas afirmou que as medidas assistenciais estão sendo feitas de acordo com os níveis de atenção na saúde, conforme ordena as portarias do Ministério da Saúde.


Via Assessoria de Imprensa
Postagem Anterior Próxima Postagem