Agora, o processo será avaliado pela Procuradoria Geral da ALE-AM que verificará a admissibilidade jurídica do pedido e, após esta fase, o documento será avaliada pelo presidente da Casa, deputado Josué Neto

A mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado (ALE-AM) deu ciência aos deputados da Casa Legislativa, nesta quarta-feira (22), do pedido de impeachment protocolado pelo Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) contra o governador Wilson Lima e o vice Carlos Alberto Almeida Filho por improbidade na gestão de recursos públicos do Estado.

Após dar conhecimento do pedido aos parlamentares, o processo será avaliado pela Procuradoria Geral da ALE-AM que verificará a admissibilidade jurídica do pedido e, após esta fase, o documento será avaliada pelo presidente da Casa, deputado Josué Neto (PRTB), que irá definir se admite ou não o processo.

Caso seja admitido, será formada uma comissão que analisará o caso, dando oportunidade ao governador, ou representante legal, de se manifestar. Durante a sessão plenário virtual, o deputado estadual Wilker Barreto (Podemos) pediu celeridade no trâmite.

A comissão vai elaborar, então, um parecer final pela admissibilidade ou não do impeachment que será votado no Plenário da ALE. Para aprovação do afastamento do governador, são necessários os votos favoráveis de 16 parlamentares.


Simeam

O Sindicato dos Médicos do Amazonas (Simeam) ingressou, nesta terça-feira (21), com pedido de impeachment do governador em virtude da má gestão da saúde durante a pandemia do novo coronavírus. O pedido é assinado pelo presidente do Sindicato, Mário Viana, que afirma que o governador e o vice cometeram crimes de responsabilidade porque, segundo a entidade, “a probidade administrativa foi completamente quebrada no momento em que estes foram contra o princípio da economia das verbas públicas, com esvaziamento desenfreado e inconsequente dos cofres públicos do Amazonas”.


Outro trecho do documento cita que “o patrimônio público foi dilapidado com tantos fomentos a eventos em época de crise, como quando foi patrocinado o evento ‘Peladão à Bordo’, e a Expoagro, que, juntos, custaram mais de R$ 1 milhão aos cofres públicos, sem contar com os eventos carnavalescos e culturais que viraram rotina nesse governo”.

Também é citado é o pagamento de R$ 736 milhões a título de gastos das gestões anteriores “em um período que se mostra absolutamente delicado ao Estado do Amazonas, onde a sua população está falecendo por uma doença que causa uma pandemia global atualmente, e, também, onde o hospital referência no tratamento dessa doença (COVID-19) não opera nem com 50% da sua capacidade, mas o Instituto responsável pela sua gestão recebe mensalmente o valor integral para execução do contrato“.

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