Dos 62 municípios do Estado do Amazonas, 30 já receberam os primeiros lotes de vacinas contra a Influenza. A campanha de vacinação no Amazonas inicia na segunda-feira (23/03) e encerra no dia 22 de maio, com meta de imunizar cerca de 1,2 milhão de pessoas dentro dos grupos prioritários, definidos pelo Ministério da Saúde.

A coordenação estadual do Programa Nacional de Imunização (PNI) enviou os primeiros lotes no início da semana para os 30 municípios e nesta quinta-feira (19/03) outros 18 municípios devem receber os lotes com a vacina. Inicialmente, o Amazonas recebeu 216 mil doses para a primeira fase da campanha. Nos próximos dias, o MS deve enviar mais de 14 lotes para atender as fases seguintes da campanha.

Municípios que já receberam lotes com as vacinas: Anamã, Anori, Autazes, Barcelos, Barreirinha, Borba, Careiro Castanho, Coari, Codajás, Eirunepé, Humaitá, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Itapiranga, Juruá, Lábrea, Manaquiri, Manaus, Maués, Nhamundá, Parintins, Presidente Figueiredo, Rio Preto da Eva, São Gabriel da Cachoeira, São Sebastião do Uatumã, Silves, Urucará, Urucurituba e São Paulo de Olivença.

Recebem nesta quinta (19/03) os municípios de Novo Aripuanã, Tefé, Beruri, Manicoré, Fonte Boa, Carauari, Alvarães, Envira, Japurá, Tabatinga, Canutama, Boa Vista do Ramos, Maraã, Guajará, Novo Airão, Uarini, Caapiranga e Nova Olinda do Norte.

Na última segunda-feira (16/03), o governador Wilson Lima esteve na Susam para acompanhar o início da distribuição de vacinas para a capital e municípios. Na ocasião, ele reforçou que na primeira fase da campanha os idosos serão o público-alvo.

“O Ministério da Saúde está antecipando a campanha de vacinação contra a Influenza. Os primeiros lotes vão atender principalmente aos idosos, aquelas pessoas que têm acima de 60 anos. É importante que essa população idosa se vacine, porque no momento em que ela está imunizada, quando apresenta qualquer sintoma de síndrome respiratória, fica fácil diagnosticar se é, por exemplo, o coronavírus (Covid-19)”.

Também devem ser imunizados nessa primeira fase da campanha de vacinação os trabalhadores da saúde dos serviços públicos e privados, independente dos níveis de complexidade.

Fases seguintes - A partir do dia 16 de abril, inicia a segunda fase da campanha para professores das escolas públicas e privadas e profissionais das forças de segurança e salvamento. Na última fase, que começa em 9 de maio, será vez das crianças de 6 meses até menores de 6 anos, portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais, gestantes, puérperas, povos indígenas, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos sob medidas socioeducativas, população privada de liberdade, funcionários do sistema prisional, além de adultos entre 55 e 59 anos de idade, como forma de ampliação do acesso à vacinação dos grupos mais vulneráveis.

Influenza x Covid-19 – O Ministério da Saúde tomou a decisão de realizar a Campanha de Vacinação Contra a Influenza com um mês de antecedência (historicamente acontecia em abril) em razão da evolução do Covid-19 em outros países e da confirmação de casos no país, apesar desta vacina não prevenir contra o novo vírus.

O objetivo é proteger a população contra a Influenza e, sobretudo, minimizar o impacto sobre os serviços de saúde. Destaca-se que os sintomas da Influenza são semelhantes aos do Covid-19, e essa antecipação visa reduzir a carga da circulação de Influenza na população.

Público-alvo – No Amazonas, o público-alvo total da campanha de Vacinação Contra a Influenza é de 1.241.291 pessoas dos grupos prioritários definidos pelo Ministério da Saúde. A meta é vacinar, no mínimo, 90% desse público. O Dia “D” de mobilização nacional está previsto para acontecer no dia 9 de maio.

O público-alvo abrange crianças de 6 meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), trabalhadores da saúde, gestantes, puérperas, professores, povos indígenas, indivíduos de 55 anos a 59 anos de idade, indivíduos de 60 anos ou mais de idade, população privada de liberdade e funcionários do sistema prisional, adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas, forças de segurança e salvamento.

Fazem parte ainda do público-alvo as pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais – doença respiratória crônica, doença cardíaca crônica, doença renal crônica, doença hepática crônica, doença neurológica crônica, diabetes, imunossupressão, obesos, transplantados, portadores de trissomias (Síndrome de Down, Síndrome de Klinefelter, Sídrome de Wakany, dentre outras trissomias).




Wilson Lima assina decreto suspendendo as aulas em todos os municípios do Estado


Também foram suspensas atividades de academias de ginástica e o transporte fluvial de passageiros



O governador Wilson Lima assinou, nesta quinta-feira (19/03), novo decreto (nº 42.087) como medidas complementares para enfrentamento da emergência de saúde pública decorrente do novo coronavírus (Covid-19). Entre as novas medidas estão suspensão, pelo prazo de 15 dias, das aulas da rede pública estadual de ensino em todos os municípios do Amazonas, bem como das atividades em academias de ginásticas e similares e dos serviços de transporte fluvial de passageiros.

O anúncio do novo decreto foi feito pelo governador durante entrevista coletiva on-line, transmitida pelas redes sociais do Governo.

“As academias também já começaram a fechar, e eu assinei essa determinação hoje. Recomendamos que outros locais de aglomeração também evitem o funcionamento nesse período. Precisamos proteger um ao outro. A gente tem que mudar agora a nossa rotina, e quanto mais rápido a gente tomar essa atitude, mais rápido a gente vai conseguir superar essa situação”, afirmou o governador.

As novas medidas temporárias seguem recomendação do Comitê Intersetorial de Enfrentamento e Combate ao Covid-19, instituído pelo Governo do Estado ainda em novembro de 2019, a fim de evitar a circulação do vírus, no Amazonas. No último dia 16 de março, o governador Wilson Lima também já havia decretado situação de emergência na saúde pública do Estado, em razão da disseminação do novo coronavírus.

No novo decreto assinado pelo governador, foram suspensas todas as aulas no âmbito da rede estadual de ensino em todos os municípios do Estado, integrada pela Secretaria de Estado de Educação e Desporto, bem como do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas e da Universidade do Estado do Amazonas.

As suspensões foram estendidas as atividades de todas as academias e centros de ginástica, bem como outros estabelecimentos similares, no âmbito do Estado, assim como os serviços de transporte fluvial de passageiros, operados por embarcações de pequeno, médio ou grande porte, de qualquer natureza, dentro dos limites territoriais do Amazonas. As exceções são os casos de emergência e urgência, que serão definidos pela Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam).

Aeroporto – Wilson Lima frisou que, embora seja uma competência do Governo Federal, o Governo do Estado também estuda realizar monitoramento no Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

“Nossa maior preocupação com relação ao aeroporto é com o monitoramento. É algo que estamos discutindo com a Anvisa e com a Polícia Federal, para que nossas equipes possam entrar no aeroporto e fazer esse monitoramento, essa triagem de todo mundo que desembarca. Uma equipe da secretaria de Saúde está reunida com a Anvisa para encontrar esse caminho sem que haja conflitos de competência”, observou o governador.

Parcerias com setor privado – Durante a entrevista coletiva, o governador e o secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, frisaram que o Estado tem quantidade suficiente de insumos, mas busca meios de ampliar o estoque, com parcerias com o setor privado.

O Governo, por meio da Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), por exemplo, solicitou a doação, junto a empresa Recofarma Indústria da Amazônia Ltda., de 41 mil litros de álcool em gel 70% (líquido) com o objetivo de ajudar na prevenção da propagação do vírus e na proteção dos servidores da saúde e dos pacientes que buscam atenção médica.

“Já recebemos um quantitativo significativo de máscaras e vamos receber pelo menos mais 130 mil unidades de máscaras específicas para proteger todos os nossos trabalhadores da área da saúde”, completou Rodrigo Tobias.

Call Center – Wilson Lima informou, ainda, que tem discutido com a inciativa privada a viabilidade da utilização de espaço e de pessoal para a implantação de uma central de informações sobre o coronavírus.

“Eu pedi para que o secretariado fizesse um levantamento das empresas que estarão com capacidade ociosa. Ou seja, alguns serviços vão acabar parando por esses prestadores. Estamos tentando encontrar um caminho para que essa capacidade ociosa seja revertida para atendimento do coronavírus. Por exemplo: empresas que podem ceder espaço para que a gente possa montar nosso Call Center, que possa ceder galpão, álcool em gel, máscaras ou coisas nesse sentido”, pontuou o governador.

De acordo com ele, já há uma parceria em andamento. “Inclusive nós já temos uma estrutura que foi disponibilizada por um fornecedor na Secretaria de Educação e Desporto para um Call Center que será utilizado por finalistas dos cursos de Medicina. A doutora Rosemary (Pinto, diretora-presidente da FVS-AM) está tratando dessa questão. Reuniu-se com o reitor da UEA, Ufam e universidades particulares”, explicou Wilson Lima.

“A gente fez esse movimento entendendo que esses alunos vão ter papeis bem específicos no cuidado, nos serviços de saúde. Os estudantes vão ajudar a população compondo essa equipe do Call Center, orientando a população”, completou o secretário de saúde, Rodrigo Tobias.




Amazonas tem três casos confirmados do novo coronavírus


A Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas divulgou, nesta quinta-feira (19/03), o terceiro caso confirmado do novo coronavírus no Estado. Trata-se de uma mulher de 25 anos com histórico de viagem para o Peru, que está em isolamento domiciliar.

Desde o dia 29 de fevereiro, o Amazonas registrou 52 casos suspeitos da Covid-19, dos quais 42 foram descartados, sete estão em investigação e três foram confirmados.

Os dados foram atualizados durante coletiva on-line concedida na tarde dessa quinta-feira pelo governador Wilson Lima, o secretário estadual de Saúde, Rodrigo Tobias, e a diretora-presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto. “Todos os casos que temos até agora são importados. Não temos ainda a transmissão comunitária”, disse a diretora-presidente da FVS.

O modelo de coletiva on-line, por meio de lives, tem sido a forma escolhida pelo Governo do Amazonas para falar com a imprensa e a população para atualizar as informações sobre o Covid-19, evitando aglomerações de pessoas.


Rosemary Costa Pinto esclareceu sobre o critério para a realização de teste para o coronavírus que não deve ser feito por qualquer pessoa, conforme protocolo do Ministério da Saúde. “Devem fazer o teste aquelas pessoas que tiverem febre e algum sintoma respiratório (tosse e falta de ar) e que estiveram - isso é muito importante - numa área de transmissão do vírus. Qual é a área de transmissão do vírus? Qualquer país no exterior. A OMS declarou uma pandemia, então qualquer país do exterior é considerado área de risco de transmissão do vírus. Ou que estiveram no Brasil em alguma área que está havendo transmissão comunitária".


Segundo ela, a pessoa que preencher esses critérios deve buscar uma unidade de saúde da rede pública ou particular e o médico que fizer o atendimento vai definir se a pessoa é ou não suspeita para realizar o teste.


“O local onde ele (paciente) vai aguardar o resultado do exame depende da condição clínica. Se ele está com um estado que precisa de internação, então ele vai ser internado e mantido em isolamento dentro do hospital. Caso contrário, ele vai ser liberado para casa com as recomendações de se manter em isolamento domiciliar. Saindo o resultado, se ele tiver positivo, as medidas serão intensificadas. Caso ele apresente algum sinal de gravidade, ele vai ser encaminhado para a unidade de referência para internação, que é o Hospital Delphina Aziz".

O secretário de Saúde, Rodrigo Tobias, reforçou que o estado do Amazonas possui hoje leitos de UTI suficientes para receber casos graves de coronavírus e que, se houver necessidade, a capacidade pode ser ampliada. Conforme o Plano de Contingência, no Hospital Delphina Aziz, hoje existem 50 leitos de UTI disponíveis, que podem ser triplicados num primeiro momento podendo ampliar mais, caso haja necessidade. O Estado está em processo de aquisição de respiradores para garantir a ampliação.

Até o momento, nenhum paciente está internado no hospital. A primeira paciente confirmada com o coronavírus, ficou em isolamento domiciliar e está curada e os outros dois mantêm-se em isolamento domiciliar. “Se houver necessidade, temos condições de ampliar no próprio hospital que, conforme o Plano de Contingência, ficará exclusivo para atendimento desses casos graves que precisam de internação”, disse o secretário, ressaltando que a unidade também tem condições de receber um hospital de campanha.

Conforme os estudos, 80% das pessoas acometidas pela Covid-19 apresentam sintomas leves, apenas 20% agravam e, desses, 5% irão apresentar complicações, precisando de internação em UTI.



Via Secom


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