O Amazonas tem 11 casos confirmados do novo coronavírus (Covid-19). Conforme balanço divulgado neste sábado (21/03) pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam), desde o dia 29 de fevereiro a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) do Amazonas notificou 100 casos suspeitos da Covid-19. Desses, 11 foram confirmados, 66 descartados e 23 casos estão em investigação.

Todos os casos confirmados são na capital, Manaus. Dos casos que estão em investigação, 10 são de Manaus, 04 de Coari, 4 de Boca do Acre, 03 de Itacoatiara e 2 de Parintins. Um dos casos suspeitos é uma paciente internada no Hospital Delphina Aziz, em ar ambiente, ou seja não está entubada e não está evoluindo com gravidade. Tem febre e dificuldade para respirar, por isso precisa estar em ambiente hospitalar.

De acordo com a diretora-presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, dos quatro casos novos confirmados hoje, um é importado e três são contatos de casos importados, o que significa que já há transmissão local do vírus.

“Agora havendo transmissão local, esses pacientes, esses doentes se tiveram contato com outras pessoas podem ter transmitido o vírus para essas outras pessoas, portanto nós entramos numa fase agora em que nós precisamos identificar o mais rapidamente possível os casos sintomáticos de pessoas que apresentam febre e tosse ou dor de garganta ou dificuldade para respirar, de tal forma que nós possamos identificar essas pessoas, isolá-las e dar o atendimento adequado a elas”, disse a diretora.

Rosemary Costa Pinto lembrou que ontem, sexta-feira, o Brasil decretou Estado de Calamidade Pública, significando que o país já está na fase de transmissão comunitária.

“Ainda não é o nosso caso (Amazonas), ainda estamos com transmissão local, onde nós ainda conseguimos identificar quem transmite pra quem, mas no Brasil inteiro presume-se que existe ampla circulação do vírus e, portanto, se nós tivermos algum sintoma respiratório acompanhado de febre, o ideal é o isolamento domiciliar. A pessoa deve se auto isolar, evitar contato com outras pessoas, usar de etiqueta respiratória ao tossir e espirrar, usar a curva interna do braço. Uma atenção muito grande com as medidas de higiene, separar seus utensílios domésticos, de alimentação, tomar um cuidado especial com a sua roupa, usar adequadamente o vaso sanitário, tampando quando for dar descarga para evitar a transmissão do possível vírus”, orientou

Esperança – Rosemary Costa Pinto que os estudos que associam a cloroquina, medicamento usado para malária a outro antibiótico são promissores e, que nesse momento se aguarda a manifestação da Organização Mundial de Saúde (OMS) para que se possa aplicar o tratamento.

“Nós temos notícias promissoras, tanto de estudo realizado na China com vinte e poucos pacientes, quanto estudo americano realizado nos Estados Unidos, que demonstram a efetividade de um esquema que não é apenas o medicamento para malária, mas é uma associação com outro antibiótico, com medicações que tem curado pacientes com o novo coronavírus. É muito promissor, nós estamos aguardando os protocolos da OMS, esperamos que a OMS logo emita protocolos de como é que deve ser feito o tratamento, qual a concentração que deve ser usado e quantas vezes por dia, enfim, a posologia, a forma de tratamento orientada pela OMS, esperamos que logo tenhamos boas notícias sobre isso”.




Governo do Amazonas alerta para "Notícias Falsas" sobre coronavírus no Estado

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) e da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), alerta a população amazonense para o combate às notícias falsas que estão sendo espalhadas com relação ao coronavírus. Desde a chegada do primeiro caso da doença ao Amazonas, o Estado está trabalhando não apenas para evitar a proliferação do vírus, mas também para combater a desinformação da população.

Diante da quantidade de notícias falsas e não-oficiais que circulam e causam pânico na população, o governador do Estado, Wilson Lima, usou suas redes sociais neste sábado (21/03) para declarar que essas pessoas serão acionadas na Justiça por conta dessa prática irresponsável.

“Nós estamos trabalhando com absoluta transparência. Agora, tem gente agindo de forma covarde e criminosa divulgado vídeos, áudios que não condizem com a realidade, com o objetivo de, simplesmente, causar mais pânico na população. Já identificamos algumas dessas pessoas e a nossa PGE (Procuradoria Geral do Estado) vai acionar a Justiça para punir com todo rigor as pessoas que agem dessa forma”, afirmou o governador.

"Então, é necessário que a gente não acredite em tudo o que dizem, porque senão nós vamos entrar em pânico, vamos ficar muito ansiosos e vamos adoecer. As pessoas muito apavoradas, muito ansiosas, têm as defesas imunológicas enfraquecidas e podem se tornar mais facilmente vítimas do vírus", observou a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemery Costa Pinto.

O Governo do Estado esclarece algumas das principais dúvidas sobre as medidas adotadas para prevenção e tratamento do coronavírus.

Casos de coronavírus no Amazonas - O último boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), divulgado neste sábado (21/03), indica que o Amazonas possui 11 casos confirmados de Covid-19. A informação de que o número de infectados é três vezes maior que o divulgado é falsa! O Governo do Amazonas está informando, diariamente, o número de casos confirmados, suspeitos, notificados e descartados de coronavírus através dos canais oficiais do estado.

Insumos - O Governo do Estado já informou que possui quantidade suficiente de insumos, mas busca meios para ampliar o estoque através de parcerias com o setor privado. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia e Inovação (Sedecti) solicitou junto à empresa Recofarma Indústria da Amazônia, a doação de 41 mil litros de álcool gel 70% para ajudar na proteção dos servidores da saúde e pacientes que buscam atenção médica.

Além disso, o Amazonas já recebeu um quantitativo de máscaras e deve receber mais 130 mil unidades de máscaras específicas para proteger todos os trabalhadores da área da saúde.

Infraestrutura - A informação de que o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz não possui estrutura, como porta de entrada exclusiva, para receber pacientes com coronavírus, é falsa! A Susam decidiu que o HPS Delphina Aziz passa a atuar exclusivamente como unidade hospitalar de retaguarda para os casos suspeitos/confirmados da doença.

O hospital passa a ter os leitos específicos para Covid-19. Tanto para as internações clássicas, convencionais, quanto para internações mais graves, onde esses pacientes terão que estar em Unidade de Terapia Intensiva (UTI). Atualmente, o HPS Delphina Aziz já tem à disposição 50 leitos de UTI para pacientes de Covid-19.

Testes para covid-19 e prontos-socorros lotados - Informações sobre falta de testes estão circulando e podem causar pânico na população. O Estado do Amazonas está seguindo protocolos recomendados por órgãos nacionais e mundiais de saúde e, por enquanto, realiza testes somente em pessoas que tiverem febre ou algum sintoma respiratório. Quem preencher algum desses critérios deve buscar uma unidade de saúde da rede pública ou particular, e apenas um médico poderá avaliar a necessidade de realização do teste. A informação de que prontos-socorros do Estado estão lotados por falta de testagem ou lotados de casos confirmados é mentira!

De janeiro a março deste ano, foram 329 casos confirmados de síndromes respiratórias agudas graves, ou seja, os quadros gripais do Amazonas não são apenas Covid-19. Há circulação de outros vírus, como Influenza A e B. Por isso, o Amazonas passa por uma epidemia de outras síndromes respiratórias que não são o novo coronavírus.

Transmissão do vírus no Amazonas - Na última sexta-feira (20/03), o Ministério da Saúde declarou o reconhecimento da transmissão comunitária do coronavírus em todo território nacional. Em termos práticos, a declaração é um comando do Ministério da Saúde para que todos os gestores nacionais adotem medidas para promover o distanciamento social e evitar aglomerações.

Portanto, é falsa informação de que o Estado declarou transmissão comunitária do Covid-19. Segundo o último boletim divulgado pela FVS-AM, no Amazonas há apenas casos de transmissão importada, quando uma pessoa traz a doença de outro estado, e transmissão local, quando um paciente pega o vírus de alguém que o trouxe. Não há casos de transmissão comunitária, quando não há mais controle de rastreamento dos casos.




Susam altera atendimento ambulatorial e Delphina Aziz ficará restrito para casos graves de coronavírus

CAICs e CAIMIs fecham, policlínicas atenderão apenas casos essenciais

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam) informa que a partir da próxima segunda-feira (23/03) estarão suspensos os serviços oferecidos nos Centros de Atenção Integral à Saúde da Criança (CAICs) e nos Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (CAIMIs). Também terão suspensos alguns serviços todas as policlínicas da rede estadual de saúde na capital. Por fim, a partir da mesma data, o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz, na zona norte de Manaus, terá seu perfil de atendimento alterado, passando a atuar de forma exclusiva para o atendimento de pacientes graves suspeitos ou confirmados de Covid-19.

A secretária Executiva Adjunta de Atenção Especializada da Capital, da Susam, Dayana Mejia de Sousa, informa que as medidas na rede de atendimento ambulatorial seguem orientação do Ministério da Saúde, que prevê a suspensão de serviços não essenciais nas unidades de saúde neste momento de reunião de esforços para melhor conter a disseminação do novo coronavírus em todo o território nacional. CAICs e CAIMIs são unidades que oferecem consultas de rotina a crianças e idosos, que integram o grupo de risco para doenças respiratórias provocadas por vírus, entre elas a Covid-19.

“Agora não é o momento de consulta de rotina, de consultas com crianças, e de consultas com idosos. Nossos públicos de CAIC são exatamente crianças, nós não sabemos o comportamento do vírus em crianças menores de 1 ano, que são aquelas que estão fazendo consultas pediátricas de rotina. E não sabemos como evitar a disseminação com relação à aglomeração de idosos. Isso é um ponto de vulnerabilidade máxima, pois eles são um grupo de maior risco. Então, tomamos essa decisão avaliando os casos no Estado e, no momento, avaliamos que seja a decisão mais assertiva em torno da prevenção desses dois grupos de risco”, informa Dayana Mejia.

De acordo com a Nota Técnica 002/2020 (SEAASC/SUSAM), assinada nesta sexta-feira (20/03), as direções dos CAICs e CAIMIs disponibilizarão para seus usuários telefones de contato para a população ligar em caso de necessidade, e a unidade fará as devidas recomendações e encaminhamentos. Segundo o documento, até que as medidas não sejam mais necessárias, os servidores dessas unidades passarão atuar em outras unidades, conforme a necessidade dos serviços de saúde.

Policlínicas com serviços essenciais - Algumas policlínicas manterão serviços avaliados como essenciais, como o Programa do Pé Diabético. O mesmo vale para as unidades que têm Serviço de Referência para Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer de Colo de Útero, atendimento ambulatorial em psiquiatria e a Triagem Neonatal para atendimentos de 1ª vez para hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita e fibrose cística.

Na Policlínica Codajás, o Centro Especializado de Reabilitação (CER III) manterá a entrega de bolsas de colostomia, próteses e órteses. Os atendimentos psiquiátricos e a renovação de receita serão mantidos normalmente, assim como o Programa Pré-Natal de Alto Risco - gestantes de alto risco continuarão com o atendimento para as especialidades de endocrinologia.

“Nas policlínicas, serão suspensos todos os serviços que podem esperar. Os procedimentos que são rotineiros, de investigação clínica, que no momento o paciente esteja estável, e que a ausência desse procedimento não seja determinante de doença ou de piora de quadro clínico. Então, nós vamos continuar acompanhando os pacientes crônicos, fizemos uma carta de serviços a ser mantidos dentro das policlínicas, como acompanhamento dos pacientes de pé diabético. São situações que foram avaliadas dentro de critérios clínicos e assistenciais onde tomamos a decisão de manter os serviços essenciais, que não podem parar de forma alguma”, explica Dayana Mejia.

Delphina Aziz – Considerando a importância da correta gestão de leitos e a experiência internacional, em que se verificou a dificuldade dos sistemas de saúde diante do elevado número de casos graves da Covid-19, em uma medida preventiva, a Susam decidiu que a partir do dia 23/03 o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz passa a atuar exclusivamente como unidade hospitalar de retaguarda para os casos suspeitos/confirmados da doença.

Dayana Mejia explica que enquanto a medida for necessária a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Campos Sales será a unidade de porta de entrada de urgência e emergência para a região norte. Os casos que exigirem assistência mais especializada e que não estejam relacionados à Covid-19 serão transferidos para outros hospitais e prontos-socorros da capital. A mudança temporária no perfil de atendimento do Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz está definida na Nota Técnica nº 001/2020, também assinada na sexta-feira (20/03).

“O Delphina passar a ter os leitos específicos para Covid-19. Tanto para as internações clássicas, convencionais, quanto para internações mais graves, onde a gente vai precisar ter esses pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva). A partir de agora, fechamos o Delphina enquanto unidade de porta aberta, usaremos a porta da UPA, e referenciando todos os pacientes de Covid-19 para o Delphina”, ressalta a secretária executiva da Capital.

Atualmente, o Hospital e Pronto-Socorro Delphina Aziz já tem à disposição 50 leitos de UTI para pacientes de Covid-19. De acordo com Dayana Mejia, apesar do Amazonas ainda não precisar de mais leitos além dos que estão disponíveis, a unidade da zona norte de Manaus é a que tem o melhor potencial de expansão de leitos de alta complexidade em tempo oportuno, podendo chegar a 300.

“Nesse momento, começa a ampliação dos leitos de UTI no hospital. Nós ainda não estamos precisando, que isso fique bem claro, para não causar pânico. Nós só estamos sendo prudente. Estamos fazendo com uma diferença de 15 dias de antecipação o que outros países fizeram no momento em que o problema estava acontecendo. Já temos 50 leitos, e começaremos a transferir pacientes internados, que não são por Covid-19, para outras unidades da rede, e vamos referenciar exclusivamente para o Delphina casos de Covid-19 e de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)".

Balanço - Desde o dia 29 de fevereiro até esta sexta-feira (20/03), o Amazonas registrou 72 casos suspeitos da Covid-19, dos quais 52 foram descartados, 13 estão em investigação e sete foram confirmados. Desses, seis foram importados e um está em investigação para saber a origem do contágio do paciente.


Veja como ficam os atendimentos nas Policlínicas
POLICLÍNICA JOSÉ LINS:
Programa do Pé Diabético: permanecerá em funcionamento normal,
Atendimentos eletivos, ambulatoriais como psiquiatria, psicologia, serviço social e otorrinolaringologia, ficarão com os atendimentos suspensos por tempo indeterminado, ressalvando os casos necessários para atendimento psiquiátrico e psicológico.

POLICLÍNICA ZENO LANZINI:
Programa do Pé Diabético: permanecerá em atendimento normal.
Farmácia: Atendimento em 1 turno para entrega de medicações.
Exame de Eletrocardiograma: permanecerá em atendimento normal.
Ambulatório de Saúde Mental: permanecerá em atendimento normal.
Atendimento com o Gastroenterologista: permanecerá em atendimento com demanda reduzida.
Atendimento com o Proctologista: permanecerá em atendimento com demanda reduzida.
Demais atendimentos eletivos como Odontologia, Dermatologia, Ortopedia, Oftalmologia, pré-operatório e pós-operatório, ficarão suspensos por tempo indeterminado.

POLICLÍNICA JOÃO DOS SANTOS BRAGA

Atendimento em psiquiatria: permanecerá em atendimento normal.
Serviço de Referência para Diagnóstico e Tratamento de Lesões Precursoras do Câncer de Colo de Útero – SRC: permanecerá em atendimento normal.
Demais atendimentos eletivos como Odontologia, Oftalmologia e Otorrinolaringologia, ficarão com os atendimentos suspensos por tempo indeterminado.

POLICLÍNICA DANILO CORREA
Atendimentos a pacientes crônicos que fazem uso de medicação nas especialidades neurologia, cardiologia, endocrinologia, reumatologia e ortopedia: permanecerá em atendimento normal.
Programa do Pé Diabético: permanecerá em atendimento normal.
Demais atendimentos eletivos como Odontologia, Ginecologia, Gastroenterologia, Dermatologia, Urologia, Proctologia, Ortopedia e pós-operatório ficarão suspensos por tempo indeterminado.
Exames: Endoscopia Digestiva Alta e Ultrassonografia ficarão suspensos por tempo indeterminado.

POLICLÍNICA ANTÔNIO ALEIXO

O contato dos pacientes atendidos na unidade será por telefone, e em caso de necessidade extrema, o paciente será atendido na unidade.

POLICLÍNICA CODAJÁS
Programa Pré-Natal de Alto Risco: gestantes de alto risco continuarão com o atendimento para as especialidades de endocrinologia. Para as especialidades de nutrologia e obstetrícia, os atendimentos ficarão suspensos por tempo indeterminado.
Programa de Saúde Mental: O atendimento psiquiátrico e renovação de receita serão mantidos normalmente. O atendimento psicológico será feito por demanda emergencial. O atendimento do serviço social e fonoaudiológico ficarão suspensos por tempo indeterminado.
Programa Transexualizador e Saúde da Mulher: os pacientes terão suas receitas renovadas com intervalo de retorno prolongado. Ficarão suspensos por tempo indeterminado, os atendimentos eletivos de ginecologia, colposcopia e biópsias. Atendimento normal para a endocrinologia.
Programa Pé Diabético: permanecerá em funcionamento normal.
Centro Especializado em Reabilitação Tipo 3 – CER III: A entrega de bolsas de colostomia, próteses e órteses, permanecerá em funcionamento normal. Os atendimentos eletivos da fisioterapia, fonoaudiologia, nutricionista, psicologia, clínico geral, oftalmologia, otorrino e audiometria, ficarão suspensos por tempo indeterminado.
Triagem Neonatal: atendimentos de 1ª vez para hipotireoidismo congênito, fenilcetonúria, hiperplasia adrenal congênita e fibrose cística, serão mantidos normalmente. Pacientes que precisarem de receitas receberão informações para a entrega das receitas. Os médicos estarão na unidade para atendimentos de necessidade extrema. Pacientes sem complicações, serão orientados a ficarem em casa.
Os demais atendimentos eletivos, que não atendem nos programa citados, serão suspensos por tempo indeterminado, a saber: alergologista, cardiologista, cabeça e pescoço, dermatologista, endocrinologista, fisioterapia, fonoaudiologia, genética médica, gastrologia, nutricionista, oftalmologia, otorrinolaringologia, pneumologia, proctologia, reumatologia, terapia ocupacional e urologia.
Procedimentos suspensos por tempo indeterminado: eletrocardiograma, procedimentos de pequenas cirurgias, audiometria, colposcopia e biópsias.

POLICLÍNICA CARDOSO FONTES
O Contato com os pacientes será por telefone, e em caso de necessidade extrema, o paciente será atendido na unidade.

POLICLÍNICA GILBERTO MESTRINHO
Programa Pé Diabético: permanecerá em funcionamento normal.
Programa de Saúde Mental: Os pacientes serão encaminhados para as UBS da Zona Sul (LISTA ANEXA).
Serviço de SRC (Serviço de Referência para o Diagnóstico e tratamento de lesões precursoras do câncer no colo de útero): permanecerá em funcionamento normal.
Demais serviços e exames, ficarão suspensos por tempo indeterminado.




Plano de Contingência permite atuação rápida do Governo do Amazonas contra o Covid-19

Diante do cenário de pandemia do novo coronavírus, o Governo do Amazonas tem no Plano de Contingência Estadual para Infecção Humana pelo Covid-19 um dos seus principais instrumentos de ação. Segundo o titular da Secretaria de Estado da Saúde (Susam), Rodrigo Tobias, o plano envolve toda a gestão da saúde pública local no enfrentamento à doença e tem sido apontado, inclusive, como referência pelas Defesas Civis dos outros estados.

“Diante de tudo isso, uma série de ações e nos serviços de saúde devem ser desenvolvidos com enfoque nesse enfrentamento, no sentido de criar barreiras em que a gente obstaculize a transmissão dessa doença. A Susam elaborou, junto com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS-AM), um plano que, hoje, entre o sistema de Defesa Civil do Brasil, foi elogiado como sendo um dos melhores, sendo assim um modelo para que todos os outros estados pudessem adotar o mesmo plano de contingência”, disse o secretário.

De acordo com a diretora-presidente da FVS-AM, Rosemary Pinto, o plano de contingência estadual foi consolidado no início de fevereiro e é fruto da antecipação do Estado para o combate aos vírus respiratórios, que costumam se disseminar mais na época de chuvas. “Nós temos um plano de contingência para vírus respiratório desde novembro e nós ajustamos, adequamos o nosso plano às questões relacionadas ao novo coronavírus. Nosso plano já está na terceira edição, porque, à medida que o vírus vai se disseminando, nós vamos ajustando e reajustando esse plano”, explicou.

Respostas rápidas - Como o plano de contingência possibilita respostas mais rápidas no combate ao Covid-19, a recomendação é que os demais municípios e órgãos públicos, além da iniciativa privada, também executem seus planejamentos. Com esse objetivo, no início de março, a FVS realizou uma oficina com secretários do interior do estado para a elaboração dos planos de contingência municipais. Participaram da atividade representantes de Autazes, Careiro da Várzea, Careiro Castanho, Iranduba, Itacoatiara, Manacapuru, Rio Preto da Eva e Presidente Figueiredo.

“É muito importante também que os municípios façam seus planos com base no do Estado e também órgãos de controle, ou seja, todo e qualquer setor, seja no âmbito público, seja no âmbito privado, toda e qualquer ação que previna a transmissão dessa doença vai ter impacto positivo no sentido de requerer cada vez menos os serviços de saúde”, frisou o secretário da Susam.

Fases de atuação – Segundo Rosemary Pinto, da FVS, o plano de contingência estadual prevê três fases de atuação no combate ao novo coronavírus. “A primeira fase é onde nos encontramos hoje, quando nós não temos casos autóctones, ou seja, casos aqui no próprio estado. Nessa fase, então, estamos na vigilância ativa desses casos, com quem ele (o paciente) esteve, de onde ele veio, quais são os contatos dele, se tem mais alguém sintomático, como está a saúde dele, se precisa ser internado ou não”, explicou.

A segunda fase do plano é quando há registro de transmissão local, ou seja, quando um caso positivo importado começa a transmitir para contatos próximos, como família, vizinhos e colegas de trabalho. Nesse estágio, a vigilância continua atuando para mapear e monitorar a cadeia epidemiológica, evitando a propagação do vírus.

“A terceira fase, em que vários estados do país já estão, seria a fase de transmissão comunitária. Nessa fase, nós já não temos mais o seguimento da cadeia epidemiológica, não sabemos mais de quem as pessoas contraíram esse vírus nem para quem elas passaram esse vírus. Nessa fase, então, a gente deixa de ter um trabalho mais de prevenção e vigilância, e passamos a focar naqueles pacientes que podem desenvolver formas graves (da doença)”, completou a diretora-presidente da FVS.

Segundo estudos realizados até o momento, cerca de 80% dos casos de coronavírus evoluem como uma gripe comum. Desses, 20% podem apresentar sinais de gravidade, enquanto 5% podem necessitar de internação em UTI. No grupo de risco estão idosos acima de 60 anos e pacientes com alguma comorbidade, como diabetes e hipertensão.

Ações desenvolvidas - O Governo do Amazonas criou, ainda em janeiro, o Comitê Interinstitucional Ampliado de Gestão de Emergência em Saúde Pública para Resposta Rápida aos Vírus Respiratórios, com ênfase no Covid-19, onde o Plano de Contingência é constantemente atualizado. Entre as ações implementadas com base no planejamento está o treinamento dos profissionais da saúde, por meio de simulados ou capacitações, para atender casos suspeitos de Covid-19.




Amazonas planeja montar até 350 leitos de UTI para casos graves de Coronavírus no Hospital Delphina Aziz

Conforme a OMS, apenas 5% dos casos graves necessitam de internação na UTI
O Amazonas terá 350 leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI) para atender casos graves do novo coronavírus (Covid-19). Divididas em fases, conforme a necessidade e avanço da doença, a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) planeja a ampliação e centralização dos atendimentos graves da Covid-19 no Hospital e Pronto-Socorro Zona Norte (Delphina Aziz).

Conforme análise da Organização Mundial da Saúde (OMS), 80% das pessoas acometidas pela Covid-19 apresentam sintomas leves, apenas 20% agravam e, desses, 5% irão apresentar complicações, precisando de internação em UTI.

De acordo com o secretário da Susam, Rodrigo Tobias, o Amazonas está na primeira fase do Plano de Contingência Estadual de combate ao novo coronavírus, sem casos de transmissão local. Nessa fase, os leitos de UTI definidos no plano estadual são os 50 já em funcionamento no Delphina Aziz.

Desde o dia 29 de fevereiro até esta sexta-feira (20/03), o Amazonas registrou 72 casos suspeitos da Covid-19, dos quais 52 foram descartados, 13 estão em investigação e sete foram confirmados. Desses, seis foram importados e um está em investigação para saber a origem do contágio do paciente.

“O Plano de contingência é móvel, o que significa que nós temos que nos preparar para todos os cenários. E é exatamente isso que estamos fazendo nos antecipando e redesenhando a rede de atendimento para atender com suporte de vida avançado os casos mais graves de Covid-19. Trabalhando assistência médica e na vigilância epidemiológica para atender a duas frentes: a da prevenção e ao enfrentamento da doença”, afirmou o secretário.

Planejamento – Para a segunda fase de transmissão do vírus, quando for confirmado que está havendo transmissão local, a secretaria planejou a ampliação para 150 leitos de UTI no Delphina Aziz. Num possível cenário mais crítico, com transmissão comunitária, o Estado planeja disponibilizar outros 200 leitos de UTI completando 350, todos no Delphina Aziz.

O secretário não descarta uma ampliação ainda maior nos leitos de UTI. “Nós trabalhamos com todos os cenários possíveis de uma pandemia do porte do novo coronavírus. Mas a gente ressalta que a fase 3 dependerá da oferta de equipamentos como monitores e respiradores disponíveis para aquisição no mercado, pois sabemos que há uma falta desses materiais no mundo todo, por isso a importância de se manter em casa, principalmente os nossos idosos e as pessoas com doenças crônicas”, disse o Tobias.

Interior - De acordo com o secretário da Susam, as medidas não ficarão restritas à capital amazonense. A Susam vai montar salas de estabilização com suporte avançado nos oito municípios polos do interior para atender possíveis casos graves de Covid-19.

“Estamos adquirindo equipamentos, como ventiladores mecânicos e também vamos ampliar o serviço de UTI aérea”, disse Rodrigo Tobias.

Tipos transmissões - De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), os casos importados são: pessoas que voltaram de viagem no exterior já com os sintomas de coronavírus ou desenvolveram a doença no local atual dentro do prazo de incubação do vírus (14 dias), situação atual do Amazonas.

Já a transmissão local acontece quando alguém que se contaminou com o vírus no exterior transmite o vírus para outra pessoa que não viajou. Enquanto a transmissão comunitária acontece quando se torna impossível identificar a origem da contaminação de uma pessoa naquela cidade.

Plano elogiado – A diretora-presidente da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Rosemary Pinto, adiantou que o Plano de Contingenciamento do Amazonas foi elogiado pelas autoridades de Defesa Civil do Governo Federal. Rosemary informou que a ação planejada pela Susam, que inclui a assistência médica, já estava pronta desde novembro, em razão período sazonal de doenças respiratórias no Amazonas e foi readequada para o novo coronavírus.

"Ontem (quarta-feira 18/03), de fato, nós tivemos a grata notícia, numa reunião de todas as Defesas Civis do Brasil, que o nosso plano foi elencado como o Plano mais adequado. O melhor dos planos que eles avaliaram, e a própria Defesa Civil (federal) está usando o nosso plano como um modelo a ser aplicado pelos defesas civis estaduais", finalizou Rosemary.




Via Secom
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