Governador do Rio de Janeiro "acusado de mandar matar Miliciano" se arriscou e foi para a Avenida do Samba, mas reação do público foi negativa e, com isso, ele retornou para o recuo de bateria e foi embora

Governador ouviu vaias quando foi à Avenida durante desfile da Mangueira; ao lado, sua mulher, Helena Witzel Foto: Agência O GLOBO

Protagonista como representante do poder público na Sapucaí com a já costumeira ausência do prefeito Marcelo Crivella, o governador Wilson Witzel bem que tentou, mas não foi dessa vez que passou no teste de popularidade na Avenida. Durante o desfile da Mangueira, o terceiro da noite, o governador deixou a área conhecida recuo de bateria, de onde costuma assistir à parte das apresentações e interagir com sambistas, e se arriscou no meio da Avenida, pouco antes de a Verde e Rosa chegar ao trecho em que estava. Parte do público presente nas arquibancadas e frisas, contudo, vaiou. Pessoas que estavam em uma frisa próxima a Witzel fizeram o gesto de negativo com a mão enquanto vaiavam.

Acompanhado da mulher, Helena Witzel, e de assessores e secretários, o governador se retirou um minuto depois, tão logo as vaias se intensificaram. Ao retornar para o recuo de bateria, que fica no mesmo nível da Sapucaí, mas fora da pista principal, as vaias cessaram.

Segundo o secretário de governo, Cleiton Rodrigues, as vaias foram puxadas por políticos de oposição que estavam nas frisas.

— Incitaram as pessoas contra o governador. Avisei a ele para não dar atenção.


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