"Não foram as decisões de França, Itália e Chile que nos motivaram. Foi a constatação do desgaste de imagem, da revolta popular diante de um dos Legislativo mais caros do mundo e improdutivo", afirma Senador.


Confira posição do Senador Alvaro Dias (Podemos-PR) sobre as ameaças

"Alguém sugeriu, hoje, cassar o meu mandato porque proponho reduzir em um terço o número de parlamentares. Desejar um Legislativo mais enxuto, econômico, qualificado e produtivo é crime? Seria bom se esse cidadão propusesse mesmo a minha cassação por esse motivo. Quem sabe faria crescer a pressão popular pela aprovação dos projetos?

Um estudioso cientista político diria que o Parlamento não deve ser uma usina de projetos de lei. A quantidade não qualifica. Ademais a apresentação de projetos de lei não é a única missão do parlamento. As outras missões foram bem executadas?

A fiscalização das ações do Executivo é primordial. A auditoria da dívida e dos contratos das ferrovias são propostas que também não são simpáticas ao Executivo, mas são fundamentais para aferir a aplicação do dinheiro público e da preservação do patrimônio público.

Não foram as decisões de França, Itália e Chile que nos motivaram. Foi a constatação do desgaste de imagem, da revolta popular diante de um dos Legislativo mais caros do mundo e improdutivo. Desde 1999 apresento projetos no Senado com objetivo de reduzir o número de parlamentares. O Legislativo é essencial ao Estado de Direito, mas a falta do respeito popular o compromete. A tentativa de qualifica-lo para a recuperação do respeito não deve ser pateticamente repudiada por quem quer que seja".
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