Seria a última ajoelhada no milho de Ramos ter virado garoto de recados do Mensaleiro Waldemar da Costa Neto?


Uma identidade não é construída apenas de documentos que carregam informações sobre determinada pessoa, mas sim da forma como cada um se percebe e se posiciona diante do mundo. A identidade é construída ao longo de uma vida a partir de cenários e experiências, tal qual são as relações sociais. Encontrar sua identidade é refletir, pensar sobre si, julgar-se a partir dos valores em que se vive, sejam eles bons ou ruins, melhor ou pior, iguais ou diferentes. Através dessas relações vão se formando os conceitos diante do mundo, bem como as preferências e escolhas ao longo da vida.


Além das características físicas, aos poucos cada pessoa vai se construindo com seus trejeitos, personalidades, vivencias e ciclos sociais. Pensando nisso, vamos discorrer sobre um personagem da nossa política Amazonense “O Antagonista” Marcelo Ramos, o político mais controverso e pipoqueiro da história contemporânea “Baré”. Ramos que construiu uma identidade única no Estado, com discursos firmes contra a corrupção, contra a velha política, contra tudo e contra todos. Mas o mesmo deputado crítico rapidamente desconstruiu sua própria identidade ao negar seu discurso e mudar de “mala e cuia” para aquilo que ele mais julgava ser errado à velha política que antes criticava eloquentemente em suas declarações. Marcelo chegou a dizer que, se negasse quem ele era como político, passaria por uma excreção pública, e disse que jamais faria “só que não”. Essa e outras promessas de Ramos durou pouco tempo, caiu por terra na campanha para o Governo do Estado em 2014, quando jurou solenemente jamais se unir a políticos como o senador Eduardo Braga, a quem na época criticava veementemente. Porém, dois anos depois, quem se apresenta como vice de Braga na eleição tampão?

Um caminhão de críticas surgiu e Marcelo Ramos teve sua profecia cumprida nele próprio “foi execrado politicamente no Amazonas”. Após o turbilhão acalmar, Ramos “como lobo em pele de cordeiro” faz alianças com Alfredo Nascimento, José Melo e Omar Aziz – personagens que outrora condenava. O povo, misericordioso como sempre, acreditou mais uma vez nos discursos de Ramos “Madalena arrependida” e o elegeu deputado federal. Porém, antes mesmo de assumir o mandato, foi voando para o colo de RODRIGO MAIA, presidente da Câmara dos Deputados pedir conselhos e jurar sua lealdade incondicional, logo pra quem Marcelo foi se ajoelhar? Maia um dos políticos mais odiados pelos brasileiros devido a sua forma de fazer política. É, parece que essa prática de ajoelhar no milho é como um tipo de mantra para o parlamentar. Após a bênção de Maia, Marcelo ressuscita o velho comunista que, por muitos anos, estava adormecido dentro dele e começa uma verdadeira devassa em sua caminhada política novamente. Brigas com internautas e críticas ao novo governo dão tom ao deputado de esquerda que novamente saiu do armário e se revelou um fã de Lula e da velha esquerda no Brasil. Sem nenhuma chance de disputa ao executivo no estado, ele praticamente enterrou esse sonho no Amazonas após tanta trapalhada. Marcelo Ramos agora se volta para o legislativo e se submete a mordomo e garoto propaganda do seu patrão Rodrigo Maia visando assumir a vaga do seu, até então, mentor para tentar sobreviver no cenário político da atualidade. Não podemos negar sua inteligência e seu esforço, mas infelizmente usado de forma despreparada e prematura. De uma promessa fértil na política Amazonense, passou a figurar como um político medíocre que tem seu futuro tenebroso na política do Amazonas, e caminhará todos os dias da sua vida pagando um preço muito alto por jogar para os porcos seu legado e identidade na política Baré. Agora só resta ele aproveitar seus poucos dias de glória que ainda o resta para depois enfrentar o inevitável, proferido por ele mesmo uma espécie de profecia e colher do povo Amazonense aquilo de que ele tinha tanto medo de enfrentar: A execração pública.


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