Impulsionando o setor cultural, estima-se que o evento gere cerca de 15 mil vagas


A exemplo do ano passado com registros considerados positivos na geração de empregos diretos e indiretos no carnaval, a SEC (Secretaria de Estado da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa) mantém um incremento animado para este ano.

A manifestação popular, deve impulsionar o setor cultural, que estima que o evento gere cerca de 15 mil empregos, sendo 4,5 mil só relacionados aos trabalhos nos galpões dos grupos Especial e de Acesso.

Para o secretário de Cultura e Economia Criativa Marcos, Apolo Muniz, as escolas vêm recebendo o devido apoio como tradicionalmente ocorre todos os anos para que realizem os seus carnavais.


“É um setor onde temos um volume grande de geração de trabalho e renda e um movimento significativo na economia a partir do momento que as escolas precisam fazer a aquisição dos materiais para fazer as suas alegorias e fantasias”.

Além disso, o titular da pasta lembra, que todo um comércio também é movimentado durante as atividades que são desenvolvidas pelas escolas até mesmo no momento do desfile onde é recebido no Sambódromo de Manaus centenas de pessoas que vão para se divertir e para prestigiar as suas escolas, com isso acabam movimentando e permitindo que as pessoas que estão trabalhando possam ter oportunidade de ter também o seu sustento.

“A gente percebe a importância do carnaval não só economicamente, mas acima de tudo por ser uma festa do povo. Não só no desfile de fantasias, mas também no apoio”, diz o secretário.

A economia criativa que envolve uma quantidade enorme de profissionais, entre artesãos, serralheiros, costureiros, escultores e pintores, artistas plásticos, estilistas, entre outros fomentam essa economia. Quem faz parte dessa fatia é a costureira Neide França, 53, que faz questão de salientar sobre a importância de ser criativo ao ajudar na confecção das peças. “Em cada peça o detalhe faz toda a diferença. É um trabalho árduo, cansativo, mas prazeroso. Eu nao tenho do que reclamar. Todos os anos eu trabalho no carnaval. É uma atividade muito gratificante”, garante.

A movimentação em torno do período momesco, também anima a artesã, Maria Socorro, 49, que aproveita a época para garantir uma renda extra. “Desde dezembro estou com uma ‘pilha’ de encomendas e quase todas finalizadas. É bordado, customização, corte em camisas e ainda preciso ser criativa para dar ideias”, conta Maria, ao lembrar que colocou a nora para ajudar na demanda dos pedidos e garante entregar os serviços dentro prazo.


Economia aquecida

O quantitativo de vagas previstas para o período vai na direção de um cenário com de reaquecimento da economia, quem afirma é o economista Eduardo Souza, ao explicar que vários setores da economia acabam aproveitando a época. “Microempreendedores que trabalham com confecção de fantasias, além de prestação de serviços relacionado às festas de carnaval e principalmente, os vendedores informais, são alguns exemplos. Há um pequeno reaquecimento por conta da demanda por produtos e serviços voltados ao período e faz a economia funcionar de forma mais rápida”.

Ele finaliza enfatizando que a economia funciona como um ciclo. A partir do momento que tem uma economia aquecida, aumenta o volume de vendas, as pessoas que vendem passam a ter uma maior renda. "Há um fluxo maior de renda e de consumo”.


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