Durante passagem do comando da Operação Acolhida, foi assinado Termo Aditivo ao Protocolo para incluir mais aeroportos estratégicos no esforço de evasão de migrantes e refugiados venezuelanos


Na tarde de ontem quinta-feira (16), o presidente da República, Jair Bolsonaro, participou da solenidade de passagem de comando da Operação Acolhida no Palácio do Planalto, em Brasília (DF). Durante o evento, ele destacou que é preciso zelar e lutar pela liberdade e democracia. "Vamos, juntos, mudar o destino do Brasil. Vamos fazer da nossa juventude, uma juventude que não passe pelo sofrimento desses nossos irmãos venezuelanos que estão do meu lado", disse.

O general Antônio Manoel de Barros assumiu o comando da Operação Acolhida no lugar do general Eduardo Pazuello, que coordenava a Força-Tarefa Logística Humanitária da operação desde 2018.

"Quando cheguei em Boa Vista e tomei conhecimento da dura realidade que estavam expostos os imigrantes venezuelanos, vi o tamanho da nossa responsabilidade e necessidade de ações urgentes. O desafio foi grande, mas fomos ajudados por muitas pessoas, organizações nacionais e internacionais, instituições, agências, organismos de Governo Federal, estadual e municipal, entidades religiosas e principalmente por Deus, que nos protegeu e nos guiou", afirmou general Pazuello.

Na ocasião do evento, também foi assinado termo aditivo ao protocolo de cooperação entre a União e setor aéreo, que estabelece a gratuidade do transporte aéreo, no Brasil, de imigrantes e solicitantes de refúgio atendidos pela operação.

A Operação Acolhida também passa a contar com um site no qual é possível saber mais sobre a ação e fazer doações. Os recursos serão concentrados em um fundo de auxílio e gerenciados pela Fundação Banco do Brasil.

Bolsonaro também recebeu visita do coral da Associação Cultural Canarinhos da Amazônia, formado por crianças venezuelanas - Foto: Alan Santos/PR

Operação Acolhida

A Operação foi criada para receber com dignidade os imigrantes oriundos da Venezuela, país que enfrenta crise político-econômica e êxodo de milhares de pessoas. A iniciativa organiza a chegada e interiorização de milhares de venezuelanos que chegam pela fronteira de Pacaraima, no estado de Roraima. Ela é coordenada pelo Governo Federal, por meio da Casa Civil, com o apoio da Organização das Nações Unidas (ONU) e entidades sociais e é baseada em três pilares: acolhimento, abrigamento e interiorização.

Até 2019, foram mais de 886 mil atendimentos realizados na fronteira, 330 mil doses de vacinas administradas e 27 mil venezuelanos interiorizados.




Via Secom/PR
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