Grupo de Agricultores Indígenas publicou, no domingo (19), uma carta aberta em que afirma a autonomia e o protagonismo de Povos Indígenas em questões de cidadania, desenvolvimento econômico e geração de renda nas aldeias. A entidade representa diversas etnias em todo o território nacional


Indígena Paresi opera colheitadeira em lavoura de soja no MT (foto: Mário Vilela / Funai)

"Queremos a possibilidade de desenvolver empreendimentos em nossas terras da forma que bem entendermos e com isso não queremos tirar direitos de nenhum parente, mas apenas garantir os nossos. Desejamos parcerias, vez que entendemos que somente com parcerias poderemos superar carências que até então têm nos mantido no atraso e dependência", afirmou o Grupo na carta.



Por meio da publicação, a entidade também contestou o Encontro dos Povos Mebengokrê, realizado na semana passada na Terra Indígena Capoto Jarina (MT). "O Grupo de Agricultores Indígenas vem a público externar sua preocupação e não aceitação que outros atores envolvidos com a questão indígena queiram falar em nome de todos os Povos Indígenas brasileiros", declarou.



As etnias representadas pelo Grupo reafirmam que não têm a pretensão de se posicionarem em nome de todos os Povos Indígenas brasileiros e de tomar decisões por eles. "Nosso único propósito é tão somente buscar oportunidades para que os Povos por nós representados alcancem a cidadania, o empoderamento e o protagonismo em suas vidas, deixando de depender do Governo e também de ongs [organizações não-governamentais]".


Via Funai
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