Wuhan, cidade na China epicentro do surto do novo coronavírus, chamou atenção do mundo ao anunciar na semana passada a construção de dois novos hospitais para dar conta da crise de saúde. A expectativa é que o primeiro deles comece a funcionar nesta segunda-feira (3) — apenas dez dias depois do início das obras.




E como isso seria possível?

Segundo o governo chinês, a resposta está no uso de construções pré-fabricadas para abrigar as centenas de leitos. Módulo a módulo, os hospitais vão sendo montados a partir das peças que chegam das fábricas ou depósitos.




Imagens da emissora estatal chinesa CGTN mostraram dezenas de tratores nivelando o solo para receber os blocos pré-fabricados. Enquanto os primeiros módulos eram montados, operários preparavam a rede elétrica do novo local.




Além disso, as autoridades de Wuhan mantiveram o ritmo de construção dia e noite. Mais de mil pessoas trabalham nas duas obras, segundo a imprensa estatal.


Uma transmissão ao vivo da construção está disponibilizada pela TV oficial do regime chinês. Segundo a CGTN, mais de 27 mil pessoas assistiram ao vídeo em 29 de janeiro.


O uso dos pré-fabricados repete um método que a China usou para conter outro surto, muito semelhante ao do novo coronavírus: em 2003, em meio à crise do vírus da Sars, Pequim correu para construir um hospital temporário, também feito com peças pré-fabricadas (leia mais no fim da reportagem).



Desde o fim de dezembro, centenas de pessoas morreram por causa do novo coronavírus, que infectou milhares de pacientes em diferentes partes do mundo. Em meio à crise, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou na quinta-feira (30) emergência internacional.





Hospital Huoshenshen



Área: 25 mil metros quadrados
Capacidade: 1 mil leitos
Início da construção: 25 de janeiro
Início do funcionamento: 3 de fevereiro
Significado do nome: Monte do Deus Fogo





Hospital Leishenshan


Área: 30 mil metros quadrados
Capacidade: 1,3 mil leitos
Início da construção: 25 de janeiro
Início do funcionamento: 5 de fevereiro
Significado do nome: Monte do Deus Trovão


A diferença, explica o especialista, é que geralmente hospitais de campanha atendem menos gente e são feitos em toldos ou construções mais precárias. Em um surto em uma cidade de 11 milhões de habitantes como Wuhan, é preciso usar uma estrutura mais robusta — algo que os pré-moldados conseguem atender.




"Fora da China, não existe nada igual ao modelo que eles estão usando", afirma Salvador.



Segundo o professor, a tendência é que, com o tempo e os devidos cuidados, o número de atendimentos para os casos do novo coronavírus deverá diminuir. Por isso, esses hospitais emergenciais servem para resolver o problema enquanto durar a crise.



Via Agência Brasil
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