Em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), nesta terça-feira (3), o deputado estadual João Luiz (Republicanos) parabenizou a iniciativa do Estado em certificar o primeiro abatedouro de jacaré do Amazonas com o Serviço de Inspeção Estadual (SIE). Para o parlamentar esse é o pontapé inicial para o fortalecimento da cadeia produtiva do beneficiamento e manejo do jacaré no Estado.


Localizada na Reserva de Desenvolvimento Sustentável Mamirauá, no município de Uarini (a 565 quilômetros de Manaus), a Empresa Plantar é o primeiro estabelecimento de abate e entreposto de jacaré com autorização da Agência de Defesa Agropecuária e Florestal do Estado do Amazonas (Adaf) para a comercialização estadual.
Desde o início deste ano, temos nos reunido com o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, e com o secretário Estadual do Meio Ambiente, Marcelo Taveira, e discutido o fortalecimento das ações e projetos voltados para o beneficiamento e manejo do jacaré no Estado. Temos ciência de que temos um mercado promissor para o produto e o Amazonas dispõe de mecanismos para ampliar e investir nessa cadeia produtiva. O primeiro passo já foi dado, com a certificação do primeiro abatedouro, mas precisamos avançar ainda mais
ressaltou João Luiz.

Ainda durante discurso, o parlamentar elogiou a atuação do diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, que tem trabalhado para destravar a parte burocrática para que projetos, como o do manejo do jacaré, possam se desenvolver a passos largos. A Empresa Plantar tem a autorização do Ipaam e conta com o apoio da Secretaria Estadual de Produção Rural (Sepror).

Quando há um trabalho conjunto, o resultado é sempre exitoso. E os órgãos estaduais têm atuado de forma sincronizada e em parceria com o Legislativo para desburocratizar processos, fomentando o emprego e renda no nosso Estado

afirmou o deputado.



Empresa


O estabelecimento terá a capacidade de produzir mais de 200 quilos de carne de jacaré, equivalendo aproximadamente ao abate de 30 jacarés por dia. Serão comercializadas carcaças inteiras frescas e cortes, sobrecoxas e coxas, caldas, costelas e dorsos. Alé
m disso, a pele será comercializada para industrialização.

A estimativa é que sejam empregados aproximadamente 54 funcionários, que atuarão na produção e administração técnica das atividades de captura e no processamento de crocodilianos. As espécies que serão abatidas serão os jacaré-açu (Melanosuchus niger) e jacaretinga (Caiman crocodilos). Os produtos serão comercializados em frigoríficos, supermercados, restaurantes, hotéis-pousadas e feiras devidamente regulamentadas.


Via Assessoria de Imprensa
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