Com a proposta de difundir a produção do conhecimento cientifico e tecnológico com o apoio do movimento político para proporcionar a transformação da sociedade, além de dar transparência no que é realizado no setor com recursos públicos, a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) lançou, nesta terça-feira (27), o programa ‘Ciência no Parlamento’ com a 1º Mostra de Produtividade em Ensino, Pesquisa, Extensão e Inovação. O evento ocorreu no Auditório Senador João Bosco da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).


Na oportunidade, a Pró-reitora de Planejamento da UEA, Maria Olívia Simão, destacou que atualmente existe uma inquietude sobre a importância da ciência para a sociedade. Maria Olívia ressaltou que esse movimento da universidade com a política aproxima ainda mais a comunidade cientifica de outros setores e serve como estrutura indispensável para o desenvolvimento da região. “A trajetória da tecnologia e ciência do nosso Estado não foi simples. Construímos o barco e navegamos ao mesmo tempo. Nunca foi fácil abrir águas para a navegação da ciência e tecnologia no Amazonas, como não é fácil ampliar a área nesse País. Trazer a ciência para o parlamento não é aleatória, ela não é apenas retórica, ela é estratégica. Estamos com essa aproximação para nortear políticas públicas voltadas à ciência. Está na hora de sairmos agora para o movimento mais qualificado. Nós ainda podemos ver um futuro diferente e de sucesso”, comentou a Pró-reitora.


A titular da Secretaria de Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti), Tatiana Schor, enfatizou que é preciso persistir, insistir e mostrar de fato a importância da ciência para a sociedade brasileira, em especial, para o Estado. Tatiana comentou ainda que é preciso fazer uma reflexão sobre essa comunicação para que se possa criar e desenvolver um ambiente de ciência de ponta no Amazonas. “Muito se fala da importância da ciência, tecnologia e inovação para o desenvolvimento da região. Precisamos fazer uma reflexão sobre a comunicação do que a gente faz e de que forma essa comunicação ajuda. O ensino também é parte importante da nossa produção de ciência. É na pesquisa que a gente se cria excelência no ensino. Essa reflexão é muito importante para que nós tenhamos orgulho do que a gente faz. Em tempo que só se justifica, comunicar é fundamental. É muito importante que a sociedade entenda isso, essa proposta é essencial”, disse .


Já a gerente didática pedagógico da Escola do Legislativo Senador José Lindoso da Aleam, Paloma Chaves, destacou que o parlamento está aberto ao diálogo para vários segmentos da sociedade e isso está bastante relacionado à ciência e tecnologia. “É importante fomentarmos a ciência e mostrarmos ainda as dificuldades que temos em estabelecer pontes e propagar a ciência no nosso país e no nosso Estado. É com essas parcerias que iremos levar a ciência para todas as dimensões. Isso é apenas o início de um projeto promissor que trará a sociedade para dentro do parlamento e para dentro da ciência. É necessário democratizamos esse setor”, salientou.




Protagonistas


O coordenador de matemática do Centro de Estudos Superiores de Tefé (CEST/UEA), Severino Júnior, classificou como imensurável o lançamento do programa para a divulgação da ciência em todas as camadas da sociedade. “Nossas particularidades amazônicas é muito grande. Então, lançar um programa desse nível que traz um reconhecimento importante para o setor da ciência nos torna pessoas especiais e pesquisadores especiais dentro desse contexto. Além de tudo, esse projeto representa um avanço para a pesquisa em todo o Amazonas”, pontuou o coordenador.



Para o professor da UEA, José Carlos, a iniciativa é uma oportunidade de mostrar a qualidade e a diversificação dos trabalhos de extensão já produzidos. “O programa mostra o que temos e o que somos. Que possamos agora ter algumas identificações do que fazemos pelo Estado, pela ciência, pela tecnologia e principalmente pela inovação. Hoje temos a oportunidade de reconstruímos alguns pontos que ficaram em algum momento esquecidos. O projeto propõe construir uma nova sociedade, de um novo país, e logicamente de uma nova ciência”, concluiu.


Via Diretoria de Comunicação
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