Direção do grupo aéreo entrou em contato com o deputado federal Sidney Leite para passar a informação


Após pressão de parte da bancada federal do Amazonas, de acionar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) para interferir no apagão aéreo que o interior do Amazonas vive por conta da retirada de voos operados pela MAP Linhas Aéreas, o diretor-executivo da Passaredo Linhas Aéreas, Eduardo Busch, entrou em contato com o deputado federal Sidney Leite (PSD) e prometeu que, neste fim de semana, a companhia aérea vai enviar uma aeronave modelo ATR para atender a região.

O senador Omar Aziz (PSD), coordenador da bancada do Amazonas em Brasília, inclusive, acionou o Cade para que esse negócio entre as duas companhias aéreas seja revisto.

A Passaredo é uma empresa paulista que adquiriu a MAP numa transação comercial em agosto deste ano, tendo como pano de fundo os slots (vagas) no Aeroporto de Congonhas (SP), em que tanto a companhia paulista quando a MAP receberam vagas da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para operar a partir desta unidade aeroportuária.

Para Sidney Leite, que é membro da Frente Parlamentar em Defesa da Aviação, a decisão da Anac em dividir os slots “foi no mínimo inconsequente”.

O deputado vem denunciando esse descaso aéreo no interior do Estado, onde a retirada dos nove voos da MAP pode prejudicar mais de 500 mil pessoas que dependem desse meio de transporte para um deslocamento mais rápido, haja vista que uma viagem de barco de diversos municípios do interior para a capital demora vários dias.

Além do desmonte da oferta de voos da empresa, o deputado Sidney Leite recebeu denúncias de que a Passaredo/MAP estaria demitindo funcionários, mas sem pagar suas verbas rescisórias, além de não estar recolhendo os impostos trabalhistas, como INSS e FGTS dos funcionários que ainda restam no grupo aéreo.

Conforme denúncia que chegou ao deputado, a MAP possuía 250 funcionários no Amazonas e 30% já foram demitidos desde que houve a fusão das duas empresas, o equivalente a 80 pessoas. A previsão, é que novas demissões aconteçam na próxima semana.
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