Mais de 5 milhões de estudantes farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nos dois próximos domingos,  (amanhã) 3 e 10 de novembro, e poderão usar as notas das provas para acessar o ensino superior dentro e fora do país.

A estudante Maria Luíza Tavares, 21, escolheu o curso de Artes Visuais e disse: 

“Eu gostaria de concluir, porque eu já iniciei em uma universidade particular aqui de São Paulo, porém eu não pude concluir por conta dos gastos, ficou muito caro. Eu quero muito, eu desejo entrar na Unesp [Universidade Estadual Paulista] aqui de São Paulo”, disse a estudante, que faz o Cursinho Popular da Associação Cultural de Educadores e Pesquisadores das Universidades de São Paulo (Acepusp), uma instituição sem fins lucrativos, formada por estudantes de diversas universidades públicas brasileiras.


Todas as universidades federais do país usam o Enem de alguma forma, seja como processo seletivo único, seja como uma das formas de admissão. Para ingressar em instituições públicas federais, estaduais e municipais, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), que ocorre duas vezes por ano, é uma das principais formas de acesso.





Muitos sonham em estudar em outros países 


Fora do país, o Enem também pode ser usado para admissão em universidades. “Fora do Brasil, eu fiquei sabendo que dá para a usar a nota do Enem duas semanas atrás. Eu vi que em Portugal 42 universidades aceitam a nota do Enem. Eu estou começando a pesquisar isso, já vi algumas universidades que tem curso de artes e aí, enquanto eu espero a nota do Enem, eu vou pesquisar mais sobre isso”, disse.


Maria Luíza quer trabalhar com arte-educação ou arteterapia, ainda está decidindo, e, para ter acesso a esse ambiente de trabalho, ela disse que precisa cursar a universidade e adquirir esse conhecimento acadêmico. Segundo a estudante, a irmã – que cursa veterinária na USP – e a mãe apoiam seu ingresso em uma universidade pública. “Elas veem a importância disso e minha mãe é professora, então ela reconhece e vê a importância de estar nesse lugar, de ocupar principalmente as universidades públicas”, disse.
Primeira da família


A estudante Thaliane Barbosa da Silva, 19, também conta com o apoio da família para se dedicar aos estudos e entrar na faculdade de odontologia. Ela será a primeira da família a ter a possibilidade de entrar em uma faculdade. “Minha família me apoia, tanto que eu não trabalho, eles me ajudam bastante para eu focar só em estudar”, disse ela, que também estuda no Cursinho Popular da Acepusp.


“A faculdade, quero alguma pública. No momento, a mais próxima da minha casa é a USP. Escolhi esse curso porque fiz um curso técnico de auxiliar de saúde bucal e eu gostei muito do curso, então eu queria me aprofundar mais na área”, disse.



Redação

As duas estudantes se dedicaram a treinar a habilidade da redação, já que uma das principais condições para participar dos processos seletivos é não tirar zero na redação. “Aqui [na Acepusp] tem aula de redação, a gente faz uma redação por semana [de provas de anos anteriores] da Fuvest, da Unicamp ou do Enem, a gente faz a redação, entrega para os professores e eles corrigem para a gente ir melhorando”, disse Thaliane



Para Maria Luíza, a redação é treino. “É você fazer pelo menos uma redação por semana, dar para o professor corrigir e uma coisa que me ajudou muito foi entregar a mesma redação para diferentes tipos de professores. Entreguei para dois ou três e ver a comparação, os pontos de vista de cada um também ajudou muito”, disse. “E estar sempre informado também, acho que o repertório sociocultural é muito importante, é uma coisa que destaca bastante”.



O Enem será aplicado nos próximos domingos. Cerca de 5,1 milhões de candidatos estão inscritos no exame. Na página do Enem, na internet, está disponível a lista do que pode e o que não pode ser levado para o exame. Também está disponível a lista dos documentos aceitos para a identificação dos candidatos e a relação do que pode levar a eliminação dos participantes.


Via Agência Brasil
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