O Dia do Capoeira, comemorado em âmbito nacional no dia 20 de novembro e no Amazonas em 10 de julho, foi motivo de homenagem nesta segunda-feira (11), no plenário Ruy Araújo, da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam). A proposta foi da deputada Alessandra Campêlo (MDB), tendo como presidente dos trabalhos o deputado Carlinhos Bessa (PV).



A capoeira se tornou a quinta manifestação cultural brasileira reconhecida pela Unesco como Patrimônio Cultural Imaterial da Humanidade, em 2014. Para a deputada Alessandra Campêlo, o estímulo à prática nas escolas deve ser incentivado. “É uma bandeira do meu mandato. Acredito que tudo a capoeira se mistura à própria história do Brasil. É toda uma história de sofrimentos, lutas e conquistas. Há um Projeto de Lei de minha autoria que pretende levar a capoeira às escolas. Acima de ensinar um esporte, ela disciplina os jovens, para que eles tenham acesso à cultura ancestral e também aprendam
 conceitos como disciplina e autoridade”, esclareceu.


A capoeira é considerada símbolo de resistência política e social, pois era usada como defesa tanto por escravos, quanto por libertos, depois do fim da escravidão. Até 1930 era proibida e considerada subversiva. Em 1937, o então presidente Getúlio Vargas a declarou esporte nacional e em 2008, a capoeira foi tombada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).


Atletas, mestres, contramestres e alunos estiveram presentes à solenidade, dentre elas diversos coordenadores da Associação de Capoeira do Amazonas (ACA). O presidente da Associação, José Neto de Castro (Mestre Neto), afirmou que estar na Assembleia é ter a Capoeira reconhecida e respeitada dentro da Casa do Povo. “O fato de estarmos aqui e pudermos nos manifestar no plenário é um avanço. Porém, há um caminho longo a percorrer até que a capoeira esteja no lugar que merece. Precisamos lutar agora pela inclusão da capoeira nas escolas”, afirmou.


Foram homenageados com placas e diplomas de honra ao mérito os seguintes capoeiristas: Mestre Gato, Mestre Chaguinha, Mestre Kaká, Mestre Mão Branca, Mestre Francisco, Mestre Espiga, Mestre Tigre, Mestre Tiquinho, Mestre Neto, Mestre Camaleão, Mestre Tigre (Coari), Mestre Chicão, Contramestre Ney, Contramestre Canário, Contramestre Cadica, Professor Teco, Professor Sávio, Formanda Cliely, Instrutor Compositor, Jagunço, Mestre Xangô, Mestre Téliom e Mestre Bené.

Via Assessoria do Deputado
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