Iniciativa inédita reúne Sesai, Seppir e ouvidorias da Funai e de Direitos Humanos para receber denúncias de violações de direitos de povos indígenas



Quatro órgãos do Governo Federal reuniram-se, no dia 18 de Outubro, na sede da Secretaria Especial de Saúde Indígena para atender o líder indígena do povo Xerente, Srewe Xerente, que trouxe denúncias sobre violações de direitos de seu povo. Entre os crimes cometidos contra integrantes de sua etnia, Swere relatou entre os mais graves estupros de crianças e adolescentes nas terras indígenas habitadas por eles no norte do estado de Tocantins.


As secretárias da SESAI, Sílvia Waiãpi e da SEPPIR, Sandra Terena, comandaram a reunião que contou com integrantes das ouvidorias da FUNAI e do Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos. Durante o encontro, o líder indígena, 
Swere Xerente, detalhou os crimes cometidos contra seu povo e que atingem, principalmente, a infância e a juventude que representa um terço dos Xerente.

Onde estavam os órgãos públicos quando nossas crianças e jovens foram abusados e estuprados? Agora estamos vendo o governo Bolsonaro não medir esforços para nos ouvir e estou confiando que vamos resolver nossos problemas, afirmou Swere Xerente.


Swere também fez questão de dizer que defende o desenvolvimento dos povos indígenas para que possam decidir seus próprios destinos.

O líder Xerente destacou ainda que além da dor dos abusos sexuais das adolescentes, seu povo sofre com os filhos que nascem destes abusos.


Nosso povo não aceita filhos que não têm pai. E isso desintegra as famílias. Os aliciadores não respeitam nem mesmo as indígenas casadas que também são vítimas de estupro, descreveu Swere.


Sílvia Waiãpi pediu ao líder que, além da carta com as denúncias que ele entregava naquele momento, fizesse, formalmente, pelo DISQUE 136, a denúncia ao Ministério da Saúde e que ela se comprometia a tomar as providências necessárias para investigar e punir os praticantes dos crimes.


Foto e texto Via Facebook
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