O país é o primeiro parceiro comercial do Brasil, com volume de comércio que é o dobro do que tem com o segundo, os EUA


A Grande Muralha foi o primeiro destino do presidente da República, Jair Bolsonaro, em viagem oficial à China, após desembarque nesta quinta-feira (24). Foi o segundo país da viagem da comitiva presidencial pela Ásia e Oriente Médio.




Sobre as expectativas em relação à visita ao país, o presidente brasileiro declarou, em entrevista à imprensa. "Como fui recepcionado até agora, tenho certeza que a viagem será coroada de sucesso." E adicionou. "O que for preciso fazer para o desenvolvimento do País, nós faremos."




Presidente visita a Grande Muralha da China





Acompanhado dos ministros da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina; do Gabinete de Segurança Institucional, General Heleno; da Cidadania, Osmar Terra; e de Minas e Energia, Bento Albuquerque, Bolsonaro andou pela Grande Muralha da China, onde encontrou-se com o diretor do monumento, Chen Fei, e assinou o livro de visitas.





Ao Planalto, a ministra Tereza Cristina explicou que chegou antes da comitiva para finalizar acordos comerciais na área agrícola.



 Assuntos que interessam ao Brasil para a abertura de novos mercados, enfatizou.


Na saída do hotel onde está hospedado, Bolsonaro encontrou-se com crianças do Centro de Intercâmbio de Futebol Brasil China.







Fiesp


Em seguida, o presidente Bolsonaro, acompanhado de ministros e secretários, participou de encontro com empresários chineses e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf. "Oportunidade de bilhões de dólares de investimento na área de agricultura, infraestrutura e outros", registrou Jair Bolsonaro em suas redes sociais após a reunião.

À imprensa, o presidente voltou a falar sobre a credibilidade do Brasil no exterior.


Acredito que a nossa credibilidade está sendo restabelecida. Na evolução do mundo, nós temos o que poucos países têm. Temos um solo rico em minério, áreas boas para agricultura, turismo.



Skaf destacou o interesse que o país tem despertado no empresariado.


É incrível o interesse no Brasil, em comprar mais mais, em vender mais, em investir no Brasil, e as maiores companhias. Agora há pouco, o presidente estava com o maior grupo da China e o maior grupo de mundo de infraestrutura. E o Brasil precisa muito de infraestrutura.


O Brasil transformou-se numa grande oportunidade para o mundo todo investir, destacou Bolsonaro após reunião com empresários chineses.




A China é o principal parceiro comercial do Brasil desde 2009 e uma importante fonte de investimentos na economia brasileira. Os dois países mantêm, desde 2012, Parceria Estratégica Global, com intensa agenda de cooperação em diversas áreas, tais como economia, comércio, ciência, tecnologia e inovação, educação, cultura e esportes.

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a visita do presidente Bolsonaro oferece oportunidade para impulsionar objetivos estratégicos do Brasil na relação bilateral, tais como a ampliação e diversificação da pauta exportadora para o mercado chinês, a atração de investimentos chineses, de acordo com as prioridades nacionais, e o melhor aproveitamento das potencialidades de cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação. 




Investimento e parceria

Além de maior parceiro comercial, atualmente a China é o 9º maior investidor no país, de acordo com dados do Banco Central. Atualmente, o estoque de investimento chinês no Brasil equivale a US$ 79 bilhões, de acordo com o Boletim de Investimentos Estrangeiros do Ministério da Economia (julho/2019). Esses recursos concentram-se majoritariamente em energia (geração e transmissão, além de petróleo e gás) e infraestrutura (portuária e ferroviária).

Brasil e China já possuem intensa parceria na área de ciência, tecnologia e inovação. Destaca-se, na área espacial, o programa de satélites CBERS. (“China-Brazil Earth Resources Satellite/Satélites Brasil-China de Recursos Terrestres”), criado em 1988. Novo satélite fruto dessa cooperação, o CBERS-4A, será lançado ainda este ano, no mês de dezembro. Foram também estabelecidos centros binacionais dedicados a pesquisa em áreas da vanguarda tecnológica, como nanotecnologia e mudança do clima e tecnologias inovadoras.



Relacionamento


Desde o início de 2019, diversos representantes do governo brasileiro visitaram a China. Em maio, o vice-presidente, Hamilton Mourão, copresidiu, juntamente com o vice-presidente chinês, Wang Qishan, a V Sessão Plenária da Comissão Sino-Brasileira de Alto Nível de Concertação e Cooperação (COSBAN), a mais alta instância de mecanismo bilateral entre os dois países. Também já haviam visitado o país os ministros Tereza Cristina e Bento Albuquerque.

Do mesmo modo, autoridades chinesas de alto nível estiveram no Brasil neste ano. Em julho, o ministro de Negócios Estrangeiros da China, Wang Yi, esteve no país para participar da terceira edição do Diálogo Estratégico Global Brasil-China (DEG) e do encontro de ministros das Relações Exteriores do BRICS. O Brasil recebeu ainda, em setembro, visita do ministro de Defesa da China, Wei Fenghe, e, em outubro, de membro do Birô Político do Comitê Central do Partido Comunista da China, Yang Jiechi, no contexto de reunião dos conselheiros de segurança nacional do BRICS. 



Saiba por que a viagem do presidente à China é estratégica para a economia brasileira









Presidente anuncia isenção de visto para turista chinês


Pretendemos também fazer a mesma coisa com a Índia, acrescentou Bolsonaro após reunião com empresários





O presidente da República, Jair Bolsonaro, anunciou nesta quinta-feira (24) que o Brasil vai isentar o turista chinês de visto, e que pretende fazer o mesmo com a Índia.




O encontro foi bastante saudável. Anunciamos há pouco que vamos, o mais rápido possível, seguindo a legislação, isentar turista chinês de visto para visitar o Brasil.


A declaração à imprensa foi dada por Bolsonaro após encontro, acompanhado de ministros e secretários, com empresários chineses e o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, em Pequim, China.

De acordo com Bolsonaro, o percentual ocupado pelo setor de turismo no Produto Interno Bruno (PIB) deve crescer mais com as mudanças na exigência de visto.



No jantar de ontem eu estive com o presidente de Cabo Verde, por exemplo. Sei que é um país bastante diferente na economia, mas lá 25% do PIB é turismo. Eu acho que o nosso Brasil, pode chegar, a média nossa, próxima dessa, estimou.

O ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, destacou que não haverá necessariamente reciprocidade e a isenção de visto será para turismo e negócios.


Vamos ver os passos aí, que seria uma medida grande, dado a demanda que certamente vai gerar. Vamos ver os passos que seriam necessários. 

Desde junho de 2019, está em vigor a isenção de visto para entrada de turistas dos Estados Unidos, Japão, Austrália e Canadá. Nos quatro meses após a mudança, a entrada de turistas americanos, canadenses e australianos aumentou 25% comparado com o mesmo período de 2018.




Entenda

Vigente desde 17 de junho de 2019, a facilitação de vistos é uma demanda histórica dos empresários do setor. No último ano, quando o Brasil adotou o visto eletrônico para facilitar a entrada de turistas dos mesmos quatro países, foi registrado um incremento de 15,73% na chegada de visitantes dessas nacionalidades. De acordo com o perfil de gastos e permanência desses viajantes, trata-se de um incremento de R$ 450 milhões na economia.

Dados divulgado em agosto já haviam mostrado os impactos positivos para a economia brasileira com a isenção de vistos. Em julho de 2019, US$ 598 milhões foram injetados na economia brasileira pelos turistas estrangeiros, contra US$ 417 milhões registrados no mesmo período do ano anterior, um aumento de 43,4%. Já em comparação com o mês de junho deste ano, o aumento foi ainda maior: 59,8%.

Tirando o ano da Copa do Mundo no Brasil, em 2014, esse foi o maior crescimento dos últimos 16 anos.

De acordo com a Organização Mundial de Turismo, medidas de facilitação de viagens podem gerar um aumento de até 25% no fluxo de viajantes entre os países. Outro dado técnico que embasou a decisão do governo brasileiro em isentar países estratégicos da exigência de visto foi um levantamento realizado durante a Olimpíada 2016. Para 82,2% dos turistas estrangeiros dos quatro países beneficiados com a medida, a isenção de vistos facilita o retorno ao país.


Via Secom/PR
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