O país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil no mundo desde 2009, quando superou os EUA no ranking de fluxo comercial




China será o segundo destino da viagem que o presidente Jair Bolsonaro e comitiva fazem neste mês de outubro pela Ásia e Oriente Médio. Bolsonaro chega a Pequim, capital do país asiático, no dia 24 de outubro, e no dia seguinte, 25, tem uma série de encontros com autoridades chinesas.

São reuniões de alto nível com o presidente da Assembleia Nacional Popular da China, Li Zhanshu, com o primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, e com o presidente da República Popular da China, Xi Jinping.

Também está prevista a participação do presidente e de ministros em um evento empresarial no dia 25, em Pequim. O evento é organizado pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil). Mesas redondas, encontros de negócios e palestras sobre investimentos em infraestrutura, agronegócio e inovação estão entre as atividades que vão ser desenvolvidas.

Segundo o Secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado, a viagem do presidente Jair Bolsonaro marca os 45 anos da retomada das relações diplomáticas entre Brasil e China e dá continuidade a uma série de visitas de alto nível feitas por autoridades de ambos os países em 2019.

O embaixador Reinaldo Salgado também explicou que há um esforço do governo brasileiro em coordenar e intensificar três áreas prioritárias na relação com a China: ampliação e diversificação das exportações brasileiras; atração de capital e investimentos chineses para o Brasil, especialmente para as concessões e privatizações do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI); e aproveitar melhor as possibilidades de cooperação na área de ciência e tecnologia.

Reinaldo Salgado ainda antecipou alguns atos que podem ser assinados entre os governos do Brasil e da China durante a viagem.
"Existem atualmente uns quatro ou cinco atos na área da agricultura. São protocolos para produtos específicos, que estão sendo negociados", disse. "Nós também devemos fechar um acordo para reconhecimento mútuo de operadores econômicos autorizados, dentro dessa vertente de facilitação de comércio. Temos instrumentos na área de transportes, que é mais cooperação. É possível que tenhamos algo na área de investimentos e também é possível que teremos algo na área de intercâmbio de jovens cientistas”, completou.





China

O país asiático é o maior parceiro comercial do Brasil no mundo desde 2009, quando superou os EUA no ranking de fluxo comercial. Segundo o Ministério da Economia, o fluxo comercial entre os dois países foi de US$ 98.9 bilhões em 2018, com superávit para o Brasil de US$ 29.5 bilhões. Na pauta exportadora brasileira destacam-se soja, petróleo, ferro e celulose. Já nas vendas chinesas para o Brasil, plataformas de perfuração e exploração, produtos manufaturados e partes de aparelhos transmissores ou receptores lideram a lista.

Nos nove primeiros meses de 2019, a corrente de comércio entre Brasil e China mantem-se alta, com US$ 72.8 bilhões, e saldo positivo para o Brasil de US$ 19.5 bilhões.

E além da dinâmica comercial, a China investe pesadamente no Brasil. É o chamado IED, “investimento estrangeiro direto”, aquele empregado diretamente na atividade produtiva, que, no caso chinês, materializa-se principalmente nos setores energético e de óleo e gás natural brasileiros.

Junto com o Japão, esses investimentos atingem valores bilionários, segundo o secretário de Negociações Bilaterais na Ásia, Pacífico e Rússia do Ministério das Relações Exteriores, embaixador Reinaldo José de Almeida Salgado. “A Ásia é também importante fonte de investimentos para o Brasil. Os dois países que vão ser visitados, que é China e Japão, têm um estoque de investimentos da ordem de US$ 100 bilhões”, afirmou o embaixador.

A China está localizada na Ásia, tem 1,3 bilhão de habitantes e uma economia que movimentou em 2017 US$ 12 trilhões. Os dados são da CIA, Agência Central de Inteligência dos EUA, que trabalha com informações do Banco Mundial, FMI, ONU e governos nacionais.




China
Localização: Ásia
População: 1.384.688.986 (2018)
Economia: US$ 12.01 trilhões (2017)
Renda per capita: US$ 16.7 mil (2017)




Via Secom/PR
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