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Cetam ajuda a quebrar tabu quando o assunto é profissão


Pensamentos antigos e que ainda dividem opiniões, como por exemplo o de que determinado esporte ou profissão deva ser praticado ou exercido somente por homens ou mulheres, começam a ser deixados para trás. O Governo do Estado, por meio do Centro de Educação Tecnológica do Amazonas (Cetam), tem contribuído para isso graças à oferta de cursos sem distinção.


Na Escola de Educação Profissional Padre Estelio Dalison, homem também estuda para cuidar dos pés e das mãos das mulheres, embelezando-os. O venezuelano Carlos Jesus González Cedeno, de 23 anos, é o único homem em uma turma de 14 mulheres no curso “Manicure e pedicure”.


No Brasil há um ano e meio, Carlos conta que em seu país é comum ver homens trabalhando nessa área da estética. Segundo ele, o espanto das pessoas quando sabem que estuda para trabalhar com manicure, não o intimida. “Se eu for me preocupar com que falam, não farei nada na minha vida. Fico tranquilo e não me deixo levar por esses estereótipos.”


Quem deu a dica para o futuro manicure sobre os cursos do Cetam foi a patroa de sua mãe, que trabalha em um salão de beleza. “Ela me recomendou à unidade e até me ajudou a fazer a inscrição, já que ela fez diversos cursos pelo Cetam”, conta, explicando que estava pesquisando cursos na área da beleza e que não pensou duas vezes em optar por “Manicure e pedicure”.


Proposta de trabalho 

Tudo indica que Carlos González seguirá na profissão. Antes mesmo de concluir o curso, que tem carga horária de 150 horas, já recebeu proposta de emprego. De acordo com ele, uma amiga que também veio da Venezuela montou em Manaus um espaço com serviços de estética e propôs uma parceria.


Carlos estava no último ano da faculdade de Fisioterapia quando precisou trancar o período devido à crise econômica que atingiu o seu país. Atualmente, ele trabalha como auxiliar em um lanche no bairro da Compensa, zona oeste. O venezuelano sonha em concluir Fisioterapia no Brasil.


“Pretendo seguir na área da saúde. Quero fazer o Enem e o curso de manicure me trará uma boa renda para me sustentar e garantir que continue a faculdade em 2020.”


Durante a entrevista, Carlos ficou sabendo que o Cetam oferta o curso de “Língua Portuguesa para estrangeiros” e demonstrou grande interesse em estudar. “Entendo perfeitamente bem quando os outros falam. Mas tenho grande dificuldade para pronunciar o português”, admite.


Tratamento igual para todos

 A instrutora do curso “Manicure e pedicure”, Giovana Maciel, 51, ministra aulas há dois anos pelo Cetam. Nesse tempo, ela já ensinou o ofício para cinco turmas e conta que é a primeira vez que tem um homem como aluno.


Giovana afirma que não há diferença alguma no tratamento dos alunos para com Carlos. “Estamos formando pessoas para o mercado de trabalho. E eu não posso, só porque o Carlos é homem, tratá-lo a ‘pão de ló’. É como sempre digo: respeito a todos. O puxão de orelha que dou em uma das meninas, também posso dar no Carlos se ele merecer”, ressalta Giovana.

Os cursos do Cetam são abertos ao público em geral, sem distinção de sexo, raça, crença ou nacionalidade. Assim como há Carlos Gonzáles no curso de “Manicure e pedicure”, também cada vez mais se encontram mulheres entrando para o ramo da barbearia, mecânica ou outras profissões ditas exclusivamente masculinas.


Via SECOM
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