Preocupadas com o encerramento do projeto que assegura o desenvolvimento das atividades das parteiras no Estado, membros da Associação de Parteiras Tradicionais do Estado do Amazonas – Algodão Roxo, juntamente com o coordenador do projeto e pesquisador da Fiocruz Amazônia, Dr. Júlio Cesar Schweickardt, estiverem na manhã desta quinta-feira (15) na Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) para apresentar ao deputado estadual Carlinhos Bessa (PV) os entraves para a permanência das atividades no Amazonas.

Segundo a presidente da Associação Algodão Roxo, Tabita Santos, o encerramento do trabalho desenvolvido por meio do projeto será prejudicial para as parturientes assistidas pelas parteiras. “Queremos o apoio do deputado Carlinhos e de outras autoridades, pois o projeto precisa de recursos financeiros para custear não somente a locomoção das parteiras, mas também para aquisição de equipamentos para melhorar o desenvolvimento das nossas atividades. Precisamos de apoio para que o projeto não pare, pois onde ele é desenvolvido não há índice de mortalidade infantil e seu encerramento poderá afetar muitas mulheres assistidas por nós”, salientou.

Bessa ressaltou o Projeto de Lei (PL) n. 270/2019, de sua autoria, que permite a presença de parteiras durante o período do parto e pós-parto em hospitais, maternidades e casas de partos da rede pública e privada. “Precisamos reconhecer o trabalho que essas mulheres realizam há décadas e que passa por gerações. Por isso propus, no início do nosso mandato, este Projeto para garantir o desenvolvimento desse trabalho em todo o Estado. Estou otimista com a aprovação da proposta, pois acredito que os demais parlamentares entendem a importância dessa atividade para o Amazonas”, disse o deputado.

O parlamentar se comprometeu em verificar a possibilidade da destinação de emendas parlamentares para a FioCruz, instituição responsável pelo desenvolvimento das atividades com parteiras. “As parteiras atuam em todo o Amazonas e segundo dados da Susam, cerca de 1.300 mulheres cadastradas como parteiras atuam de forma voluntária, sem assistência financeira. Elas precisam de apoio financeiro para poder ir mais longe e também para adquirem o kit de material para o parto. Irei trabalhar para garantir que o trabalho seja continuado”, finalizou o deputado.

Participaram da reunião as parteiras dos municípios de Maués (distante 276 km de Manaus em linha reta), Itacoatiara (176 km), Tefé (523 km), Parintins (369 km), Manaus, São Gabriel da Cachoeira (852 km) e Maraã (634 km). A coordenadora da saúde da mulher da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (Susam), Sandra Cavalcante, e o pesquisador da FioCruz, Dr Júlio Cesar Schweickardt.


Via Assessoria do Deputado
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