O uso da tecnologia, como a criação de aplicativos em âmbito nacional, foi um dos principais pontos debatidos no grupo de trabalho de combate à violência contra a mulher durante o Seminário Regional de Promoção e Defesa da Cidadania. Realizado pela União Nacional de Legisladores e Legislativos Estaduais (Unale), o evento movimentou a Assembleia Legislativa do Amazonas nesta quinta-feira (13), com a presença de representantes dos ministérios das Mulheres e da Cidadania.

Segundo a vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam) e presidente da Secretaria de Mulheres da Unale, deputada estadual Alessandra Campêlo (MDB), um bom exemplo do uso da tecnologia vem do estado do Acre. Lá foi criado o Botão da Vida, uma nova ferramenta tecnológica de suporte às ações de combate e prevenção à violência contra a mulher.

O aplicativo foi apresentado a gestores públicos, parlamentares e sociedade civil durante o seminário pela diretora de Políticas Públicas para Mulheres da Secretaria de Assistência Social e Direitos Humanos do Acre, Isnailda Gondim. A iniciativa começou a ser desenvolvida em 2016 e o objetivo é oferecer segurança para a mulher e também para os filhos que sofrem no ambiente de violência doméstica e familiar, com o diferencial de passar às autoridades policiais o andamento dos processos contra os agressores.

“O aplicativo já está em funcionamento e é uma forma de evitar danos maiores para quem já passou por agressões, lesões corporais e ficou próxima de ser uma vítima de feminicídio. No seminário tivemos a oportunidade de disseminar essa ideia do aplicativo, que trará segurança e vida caso seja implantado em outros estados”, destacou Gondim.

Anfitriã do seminário, a deputada Alessandra disse que a proposta do Botão da Vida foi uma das muitas sugestões dos participantes do encontro promovido pela Unale em Manaus. Para ela, a troca de informações entre os estados é importante para o aperfeiçoamento da legislação que trata sobre a violência contra a mulher.

“No Acre tem o Botão da Vida, aqui tem o Botão do Pânico, alguns com mais tecnologia e outros com menos tecnologia. O importante é que essa troca de informações entre os legislativos, gestores e sociedade civil possibilita no final o aperfeiçoamento das ações governamentais e da legislação que trata sobre o combate à violência contra a mulher em todo o País”, comentou a vice-presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas.


Via: Assessoria da Deputada


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